Jimmie Johnson revela porque deixou a NASCAR para correr na IndyCar

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Jimmie Johnson surpreendeu o mundo do automobilismo ao revelar as razões pessoais que o levaram a deixar a NASCAR para competir na IndyCar, numa decisão que marcou um dos momentos mais audazes da sua carreira. O sete vezes campeão da NASCAR terminou a sua ligação à Hendrick Motorsports em 2020, com 83 vitórias na Cup Series, mas decidiu perseguir um sonho de infância ao ingressar na IndyCar.

Johnson explicou no podcast Bussin with the Boys que a mudança não resultou de ambições de continuar a vencer, mas sim de um desejo pessoal: “Eu não me importava de chegar em último. Isto era para mim, longe da pressão externa e do ruído da competição. Encontrei a equipa certa, o patrocinador certo e decidi avançar.” A sua entrada na IndyCar foi testada em 2020 com a Chip Ganassi Racing, mas conduzir carros de alta aderência e rodas descobertas exigiu-lhe um conjunto de competências muito diferente do que estava habituado nos carros de stock.

Durante as temporadas de 2021 e 2022, Johnson enfrentou dificuldades para acompanhar os pilotos mais experientes, terminando frequentemente nas últimas posições e tendo vários incidentes em pista. Em setembro de 2022 anunciou a saída das corridas em regime de tempo inteiro, refletindo sobre o desgaste físico e mental acumulado após quase duas décadas na NASCAR. O calendário intenso, os testes, as sessões no simulador e as mais de 150 aparições por época deixaram-no “esgotado”.

Porém, longe de desistir totalmente do desporto, Johnson procurou algo que lhe devolvesse o controlo da sua vida e a paixão de infância. Para ele, a experiência na IndyCar foi menos sobre resultados e mais sobre realizar um sonho pessoal, dando-lhe a satisfação de ter tentado algo novo, mesmo que isso significasse não estar entre os primeiros classificados.

Apesar do fim da sua etapa na IndyCar, Johnson mantém-se activo na NASCAR como co-proprietário do Legacy Motor Club e continuou a participar em corridas selectivas. Em 2026, competiu na Daytona 500 ao volante do Toyota nº 84, terminando em 29.º lugar, e também participou na primeira prova da Cup Series em Naval Base Coronado, em San Diego, onde finalizou em 28.º lugar perante os seus fãs locais.

O piloto já anunciou que a sua última corrida na NASCAR será a Daytona 500 de 2027, conduzindo o Toyota nº 13 pelo Legacy Motor Club. Este regresso final a Daytona simboliza o encerramento de uma carreira notável, marcada por desafios constantes e pela busca incansável de novos horizontes, mesmo quando os resultados não eram garantidos. Johnson deixa assim um legado de coragem e paixão pelo desporto, mostrando que o verdadeiro êxito está também em seguir os próprios sonhos.

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