Jenson Button revelou a qualidade de Rubens Barrichello que o ajudou a compreender porque razão Michael Schumacher quis o brasileiro como seu companheiro de equipa na Ferrari durante tantos anos. Button passou três temporadas ao lado de Barrichello na Honda a partir de 2006, o que lhe proporcionou uma visão próxima de uma habilidade que admite não ter apreciado anteriormente.
Schumacher e Barrichello formaram uma dupla na Ferrari durante seis temporadas, entre 2000 e 2005, período em que a Ferrari conquistou o título de Construtores em cinco dessas temporadas. Schumacher, por sua vez, somou cinco títulos de Pilotos, elevando o seu total de campeonatos para sete. Barrichello mudou-se para a Honda em 2006, onde fez par com Jenson Button, sendo que foi no Grande Prémio da Hungria desse ano que Button conquistou a sua primeira vitória.
Falando no podcast Beyond the Grid, Button expressou sua compreensão sobre a preferência de Schumacher por Barrichello como colega de equipa. “Fui questionado muitas vezes sobre quem considero o melhor em engenharia. E, sem dúvida, foi Rubens”, afirmou Button. Ele destacou a capacidade de Barrichello em trabalhar com a equipa, desenvolver um carro e compreender o que este estava a fazer na pista, transmitindo essa informação de forma eficaz. “Isso é algo que ele fazia de forma impressionante”, acrescentou.
Button não acredita que a Honda precisasse de Barrichello para fomentar uma “mentalidade vencedora” na equipa, mas reconhece o valor da orientação do brasileiro, dada a sua experiência em cinco vitórias de Construtores com a Ferrari. “Não diria que era tanto uma mentalidade vencedora”, comentou Button sobre o impacto mais amplo de Barrichello na Honda. “Todos nós queremos ganhar. Estamos todos a fazer o máximo para vencer. Estas não são equipas amadoras a competir contra a Ferrari. São centenas de pessoas com muita experiência no desporto. Portanto, a mentalidade de vencer estava sempre presente; apenas não tínhamos o pacote para isso.”
Barrichello permaneceu ao lado de Button na fairy tale da Brawn GP, a equipa que conquistou os títulos de 2009, nascida das cinzas da retirada da Honda da Fórmula 1. O brasileiro competiu posteriormente nas temporadas de 2010 e 2011 na Williams, após a compra da Brawn GP pela Mercedes. A sua última participação na Fórmula 1 ocorreu no Grande Prémio do Brasil de 2011, e continua a ser um piloto ativo na Stock Car Pro Series.
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