Hamilton revela lesões que marcaram início difícil na Ferrari

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Lewis Hamilton voltou a surpreender o universo da Fórmula 1 ao revelar que enfrentou lesões físicas no início da sua passagem pela Ferrari, um detalhe até agora mantido em segredo e que ajuda a explicar a sua temporada de estreia desapontante ao serviço da Scuderia. O sete vezes campeão do mundo, que abalou o paddock ao trocar a Mercedes pelo mítico vermelho da Ferrari, teve um ano de 2025 para esquecer, sem conseguir qualquer pódio e com exibições aquém do esperado para um piloto do seu calibre.

No rescaldo do Grande Prémio de Espanha, que decorre este fim-de-semana no Circuito de Barcelona-Catalunha, Hamilton explicou aos jornalistas que o seu desempenho na época passada foi condicionado não só pelos desafios de adaptação à nova equipa, mas também por problemas físicos. “Quero dizer, muita coisa mudou. O ano passado não foi bom de todo em muitos aspetos, mas há mais harmonia dentro da equipa”, afirmou o britânico de 41 anos, sublinhando a viragem positiva que tem sentido desde então.

Hamilton revelou ainda que a sua condição física melhorou consideravelmente: “Acho que estou mais em forma, estou mais saudável, encontro-me melhor pessoalmente, cheguei com uma atitude muito melhor, até diria melhor do que quando comecei o ano passado. Não tenho lesões como as que tive no início do ano passado.” O piloto acrescentou que, ao contrário do primeiro ano, desta vez teve influência directa no desenvolvimento do monolugar da Ferrari: “Estou a conduzir um carro que ajudei a desenvolver, ao passo que no ano passado herdei um carro com o qual não tive qualquer envolvimento. É uma nova era que também prefiro. Por isso é a combinação de várias coisas e estou simplesmente mais feliz na minha vida.”

Estes esclarecimentos de Hamilton surgem numa altura em que o britânico parece ter reencontrado o equilíbrio emocional e a motivação, refletindo-se no seu desempenho mais consistente em pista, com tempos de volta progressivamente mais competitivos e uma clara melhoria na comunicação dentro da equipa. No Grande Prémio de Espanha, Hamilton qualificou-se para a Q3 e terminou nos pontos, reduzindo a diferença para o colega de equipa Charles Leclerc. A Ferrari, que luta pelo segundo lugar no Campeonato de Construtores, recuperou terreno à Mercedes e ameaça agora a liderança da Red Bull, graças ao trabalho conjunto dos seus dois pilotos.

O ambiente interno da Ferrari também se alterou. Frederic Vasseur, director de equipa, destacou após a corrida: “O Lewis trouxe uma energia renovada. Houve momentos difíceis, mas estamos a crescer juntos e o trabalho está a dar frutos.” Esta visão é partilhada por Leclerc, que elogiou publicamente o contributo do britânico para o desenvolvimento do SF-25: “O Lewis ajudou-nos muito a evoluir o carro este ano, e isso nota-se nos resultados em pista.”

Fora das pistas, Hamilton também está em destaque devido à sua vida pessoal. Antes do arranque da segunda temporada pela Ferrari, o piloto apareceu publicamente ao lado de Kim Kardashian, confirmando os rumores de relacionamento e mostrando-se mais descontraído perante as câmaras, algo que muitos interpretam como reflexo do seu bem-estar actual.

Com a aproximação do Grande Prémio da Áustria, a próxima ronda do Mundial de Fórmula 1, Hamilton procura capitalizar este novo momento para regressar aos pódios e relançar a sua candidatura às vitórias, algo que lhe escapou em 2025. A Ferrari aposta na continuidade da evolução do SF-25 para se aproximar da Red Bull de Max Verstappen, que lidera o campeonato com uma vantagem de 21 pontos sobre Leclerc. Hamilton, actualmente em quinto no Mundial de Pilotos, pretende usar esta nova fase para voltar a ser protagonista nas decisões do campeonato, prometendo mais luta e emoção nas próximas corridas.

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