Fred Vasseur critica alterações na F1 que prejudicam a Ferrari

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Fred Vasseur, o diretor da Ferrari, não escondeu o seu descontentamento face às recentes alterações regulamentares implementadas na Fórmula 1, classificando-as como uma injustiça clara para a escuderia italiana. A equipa de Maranello, que tinha desenvolvido uma solução técnica superior para os arranques na corrida, viu parte dessa vantagem competitiva ser abruptamente anulada com a introdução de um novo sistema de deteção de arranques no Grande Prémio de Miami.

No processo de preparação para a nova era regulamentar que se avizinha em 2026, a Ferrari apostou numa abordagem inovadora para resolver os problemas que afetavam a largada da maioria das equipas. O segredo residia num conceito de turbo mais pequeno e agressivo, que permitia aos pilotos Lewis Hamilton e Charles Leclerc dominarem os arranques, garantindo-lhes uma vantagem decisiva logo nos primeiros metros da corrida.

No entanto, a Fórmula 1 introduziu no GP de Miami um sistema denominado “deteção de baixa potência no arranque”, justificado oficialmente por razões de segurança. Este mecanismo visa identificar os carros que apresentam uma aceleração anormalmente lenta após a largada, penalizando-os para evitar situações potencialmente perigosas. A Ferrari, por sua vez, acredita que esta medida foi uma resposta direta às queixas das equipas rivais, incapazes de replicar a solução técnica da marca italiana.

Fred Vasseur não poupou críticas ao descrever o dilema competitivo criado por esta alteração: “O equilíbrio é: queremos ganhar um décimo de segundo por volta ou queremos perder cinco posições na largada? Se perguntares aos engenheiros, eles dizem, ok, vamos ter uma boa largada. Imagina sem a luz azul, alguns carros ainda estariam na grelha na China. Podes colocar na mesa as razões de segurança, e é um direito da FIA e eu tenho apenas de aceitar. Mas no final, acho que também é um pouco injusto para nós.”

O responsável da Ferrari explicou ainda a conversa mantida com a FIA há cerca de um ano: “Fui à FIA há um ano, e falámos sobre isto. E apreciei muito a resposta da FIA: tens de desenhar o carro para os regulamentos, não os regulamentos para o teu carro. Acho que esta é uma abordagem muito boa. Então ter metade da grelha, 40% da grelha a queixar-se de que era mega perigoso e assim por diante. Politicamente foi bem jogado, mas não foi muito justo.”

Vasseur reconheceu que a decisão foi tomada em nome da segurança, mas lamenta a alteração tardia das regras: “Foi uma decisão tomada com base em razões de segurança. Cabe a eles. Mesmo que toda a gente seja contra, eles podem decidir. Foi um pouco duro para nós. Compreendo o que fizeram pelas razões de segurança, mas a outra opção teria sido pedir-lhes que partissem do pit lane se achassem que não era seguro. Para nós é também uma escolha que fizemos. Desenvolvemos um motor com um critério e de alguma forma mudaram a regra no último minuto.”

Esta polémica evidencia a tensão entre a busca pela excelência técnica e a imposição de regras que podem alterar o equilíbrio competitivo no meio da temporada. A Ferrari, uma das grandes protagonistas do Mundial de Fórmula 1, vê-se agora obrigada a repensar estratégias e adaptar-se a um cenário onde a inovação pode ser penalizada, colocando em causa a sua capacidade de lutar pela vitória logo à partida. A questão que fica no ar é se esta intervenção da FIA continuará a moldar o futuro dos arranques na Fórmula 1 ou se abrirá espaço para novas contendas entre equipas e reguladores.

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