Na F1, os ailerons deverão ter menos tempo para mudar de modo
A McLaren MCL40 na cobertura oficial dos treinos do GP de Itália de 2026, em que a equipa introduziu o H-Wing. A imagem não confirma visualmente o mecanismo nem a alteração regulamentar em causa. Fotografia: sala de imprensa da marca, https://www.mclaren.com/racing/formula-1/2026/italian-grand-prix/practice-report/
A F1 deverá reduzir de 400 para 300 milissegundos o tempo máximo de transição dos ailerons traseiros móveis em 2027, segundo o The Race. A mudança aperta o limite aplicado às soluções rotativas usadas por Ferrari, Red Bull e McLaren, mas não representa uma proibição desses conceitos.
O essencial
- Segundo o The Race, o limite deverá passar de 400 para 300 milissegundos em 2027.
- A redução de 100 milissegundos corresponde a 25% do tempo atualmente permitido.
- Ferrari, Red Bull e McLaren usaram soluções rotativas, que a alteração relatada não proíbe.
A diferença é de uma décima de segundo, mas reduz a margem para completar o movimento do aileron. Segundo a reportagem do The Race, publicada a 9 de outubro, a passagem entre o modo de reta e o modo de curva terá de respeitar um máximo de 300 milissegundos em 2027.
O AutoGear consultou a reportagem original, que relata a redução, mas não reproduz o texto regulamentar oficial alterado. Por isso, a mudança é atribuída à publicação, sem apresentar a nova redação das regras como verificada diretamente junto da Federação Internacional do Automóvel (FIA).
F1 com menos margem
O limite referido para as soluções atuais é de 400 milissegundos. De acordo com o The Race, a FIA tinha aceite os conceitos rotativos desde que a transição entre os dois modos não ultrapassasse esse tempo.
A passagem para 300 milissegundos retira 100 milissegundos à margem permitida, uma redução de 25%. O valor diz respeito ao tempo de movimento do mecanismo, não a uma redução de 25% na dimensão do aileron ou no seu ângulo de rotação.
Esta distinção ajuda a perceber o alcance da alteração. Um prazo mais curto para completar a transição não elimina, por si só, a solução técnica que a executa. A reportagem descreve um limite mais exigente, não uma proibição dos ailerons conhecidos como «Macarena».
Ferrari, Red Bull e McLaren

O The Race identifica Ferrari, Red Bull e McLaren entre as equipas que utilizaram soluções de aileron traseiro rotativo. São exemplos relevantes para perceber o efeito da alteração relatada.
Para estes conceitos, a questão passa a ser completar o movimento dentro de uma janela mais curta. O novo máximo não permite concluir que todos os mecanismos atuais terão de ser substituídos ou que alguma destas equipas ficará impedida de manter o princípio do seu projeto.
O AutoGear já abordou outras discussões regulamentares, incluindo as possíveis mudanças no limite de custos. Neste caso, o tema é mais delimitado, pois diz respeito ao tempo permitido para uma operação concreta de um componente aerodinâmico.
O que falta confirmar
A evolução dos regulamentos também abrange as unidades motrizes, tema tratado no artigo sobre os primeiros detalhes das futuras regras dos motores. Essa discussão é distinta da alteração agora relatada para os ailerons traseiros.
Falta confirmar a redação oficial da regra para 2027. Sem esse texto, não é possível acrescentar condições de aplicação, exceções ou exigências técnicas que a reportagem não demonstra.
Leia também
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Perguntas e respostas
A F1 deverá encurtar a transição dos ailerons móveis em 2027?
Segundo o The Race, o máximo deverá passar de 400 para 300 milissegundos. O texto regulamentar oficial alterado não foi verificado diretamente.
Os ailerons «Macarena» vão ser proibidos?
A reportagem não descreve uma proibição dos conceitos rotativos. Relata um limite mais curto para a transição entre os modos de reta e de curva.
Que equipas utilizaram ailerons traseiros rotativos?
O The Race identifica Ferrari, Red Bull e McLaren. A alteração relatada não permite concluir que as três terão de substituir os seus mecanismos.
Fotografia: sala de imprensa da marca, https://www.mclaren.com/racing/formula-1/2026/italian-grand-prix/practice-report/

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AutoGear · 39 artigos
Para ele, motos e automóveis fazem parte da família. O pai já gostava, e para ele foi o curso natural. Ainda jovem, mas muito apaixonado, segue os passos do pai. Tempos livres, esses, não tem muitos.
Colaborador do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.