F1 afirma-se como parceria global estratégica para a Lego

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Fernando Alonso conquistou as atenções no Grande Prémio da Grã-Bretanha de 2026 ao vencer uma insólita “corrida” de karts construídos em Lego, organizada no circuito de Silverstone, num momento que rapidamente se tornou viral nas redes sociais. Apesar de algumas críticas iniciais por parte de alguns pilotos, a iniciativa acabou por cumprir o objetivo da Lego: gerar impacto mediático e captar o entusiasmo de diferentes gerações de adeptos de Fórmula 1.

Esta ativação foi apenas o mais recente capítulo da parceria entre a Lego e a Fórmula 1, que desde 2024 se consolidou como uma das mais valiosas no portfólio global de parcerias da marca de brinquedos dinamarquesa. A Lego lançou produtos para todos os públicos, desde mini carros de corrida colecionáveis a preços acessíveis até conjuntos Lego Technic premium dirigidos a entusiastas adultos, além de expandir a presença no universo da F1 Academy. Segundo Julia Goldin, chief product and marketing officer da Lego, a ligação à Fórmula 1 “está a desempenhar um papel muito significativo no nosso portfólio”, salientando o alcance multigeracional e a capacidade de envolver diferentes géneros.

Goldin explicou que a aposta na F1 foi uma decisão natural, ao identificar uma forte sobreposição entre os fãs das duas marcas. “Vimos que muitos fãs da Lego também eram fãs de F1”, afirmou Goldin, sublinhando que o objetivo passa por aumentar a base de adeptos, atraindo “não só crianças, mas também adultos”. Acrescentou ainda: “Para a F1, também foi uma oportunidade de ver o público a crescer do lado dos adultos até aos adolescentes e crianças. Por isso, foi uma oportunidade muito simbiótica para aumentarmos as nossas audiências.”

A responsável destacou ainda que o sucesso da parceria resulta em ir além do mero licenciamento, apostando em criar valor conjunto. Goldin revelou: “A segunda componente, que considero a mais crítica, é: que tipo de valor podemos criar em conjunto?” e garantiu que “provámos que juntos fazemos algo realmente único.” Neste sentido, a estratégia de produto da Lego aposta deliberadamente em diferentes tipos de fãs, com gamas que vão desde os blind-box para os mais jovens e colecionadores até aos City e Technic, que oferecem níveis variados de complexidade e autenticidade. “Algumas pessoas gostam verdadeiramente de colecionar. Queríamos mesmo proporcionar essa colecionabilidade”, referiu Goldin. Ao mesmo tempo, os conjuntos City introduzem elementos pedagógicos como o pitstop ou o camião da F1, enquanto a linha Technic oferece representações autênticas dos monolugares.

Goldin sublinhou ainda o carácter diferenciador da Lego em relação a outros parceiros da F1: “Há muitos patrocinadores e colaboradores diferentes com a F1, mas desempenhamos um papel muito diferente, porque damos às pessoas a oportunidade de terem uma experiência prática, construir algo de que realmente gostam e expressarem-se de forma natural.” O apelo transversal da F1, nomeadamente junto do público feminino, tem sido outro fator de sucesso. “Surpreender-vos-ia saber que está no top 10 entre raparigas adolescentes e mulheres”, revelou Goldin sobre os produtos temáticos da F1, destacando ainda a boa receção da parceria com a F1 Academy.

A Lego vê a parceria como uma aposta de longo prazo. “Pensamos nisto como uma parceria a longo prazo”, afirmou Goldin, frisando que “vemos o fandom da F1 a continuar a expandir-se e também que conseguimos continuar a criar formas muito criativas de explorar diferentes dimensões do desporto”. E rematou: “Acho que ainda temos um enorme potencial e oportunidade para surpreender e encantar os nossos fãs.” Segundo Goldin, apesar de já terem colaborado noutros desportos motorizados, a prioridade imediata da Lego permanece “a F1, a F1 Academy e continuar com isso”.

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