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Carlos Sainz exige revisão profunda à Fórmula 1 após caos em sepang

Publicado a 6 de Outubro de 2026, 14h28  ·  Atualizado a 6 de Outubro de 2026, 16h52  ·  2 min de leitura

Carlos Sainz, piloto da Williams F1, expressou a sua preocupação sobre a situação caótica das voltas de formação durante o Grande Prémio do Barein, realizado em Sepang, Malásia. Após a primeira vez que as novas unidades de potência de 2026 foram testadas em condições de chuva, a prova ficou marcada por problemas significativos, onde os carros quase pararam completamente, com Sainz a acabar em 17.º lugar. O pole-sitter Max Verstappen e outros pilotos como Lewis Hamilton, Esteban Ocon e Valtteri Bottas viram-se em dificuldades, levando à suspensão do procedimento de partida devido à desorganização da grelha.

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Durante a bandeira vermelha, a FIA rapidamente identificou o problema e enviou uma atualização de software para todos os 22 carros, permitindo que a corrida prosseguisse sem mais complicações uma vez iniciada. As críticas às unidades de potência de 2026 centram-se na sua dependência de sistemas de bateria reforçados para produzir 50% da potência total, um aumento significativo em relação aos 20% das unidades de 2025. As mudanças nas regulamentações visam atrair novos fabricantes para a Fórmula 1, com a Audi a entrar como equipa oficial e outras marcas como Honda e General Motors a prepararem-se para voltar.

Sainz questionou a decisão tomada há cinco anos sobre a direção tecnológica da Fórmula 1. “Acho que a Fórmula 1 precisa de ter uma reflexão séria sobre como chegámos a esta situação,” afirmou Sainz. “As regulamentações são extremamente complicadas para os pilotos, para as equipas, para as unidades de potência e para os fabricantes. É demasiado complicado mudar de seco para molhado.” Ele sublinhou que, embora a FIA e a F1 estejam a fazer o melhor que podem com as decisões tomadas anteriormente, o que foi decidido há quatro ou cinco anos está claramente errado.

“Vamos aprender enquanto desporto para não cometer estes erros novamente e não sofrer com estas situações estranhas,” acrescentou o piloto. A situação em Sepang levanta questões sobre a eficácia das regulamentações atuais e o futuro das unidades de potência na Fórmula 1, à medida que o campeonato avança.

Redação

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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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