A BYD acaba de apresentar no Brasil uma solução que poderá mudar a forma como olhamos para os automóveis híbridos. Chama-se Song Pro Super Híbrido Flex Fuel e distingue-se por combinar três fontes de energia: eletricidade, gasolina e etanol, escolhendo automaticamente a opção mais eficiente em cada momento.
Desenvolvido especificamente para o mercado brasileiro, onde o etanol é um combustível amplamente utilizado, este novo SUV pretende oferecer o melhor dos dois mundos: uma condução maioritariamente elétrica no dia a dia e a liberdade de recorrer a dois tipos de combustível quando a bateria se esgota.

Um sistema inteligente para reduzir consumos
Ao contrário de um híbrido plug-in convencional, o novo sistema da BYD não alterna apenas entre o motor elétrico e o motor de combustão. O software gere automaticamente a utilização da eletricidade, da gasolina e do etanol, procurando sempre a combinação mais eficiente de acordo com o percurso e o combustível disponível.
Na prática, isto permite reduzir significativamente os custos de utilização, sobretudo em mercados onde o etanol tem um preço mais competitivo do que a gasolina.
Para quem faz sobretudo percursos urbanos, a ideia é simples: utilizar a bateria durante a maior parte do tempo e recorrer ao motor térmico apenas quando necessário, eliminando também a preocupação com a autonomia.

Até 120 quilómetros em modo 100% elétrico
O BYD Song Pro Super Híbrido Flex Fuel será comercializado em duas versões. A versão GL oferece uma autonomia elétrica de cerca de 60 quilómetros, suficiente para muitas deslocações diárias.
Já a variante GS duplica esse valor e permite percorrer até 120 quilómetros sem consumir uma única gota de combustível, tornando possível que muitos condutores passem vários dias sem visitar uma bomba de combustível.
Quanto maior for a utilização em modo elétrico, menor será o consumo de gasolina ou etanol, ficando o motor de combustão reservado para viagens mais longas.

Um projeto pensado para o Brasil
Este novo sistema resulta de dois anos de desenvolvimento conjunto entre as equipas da BYD na China e no Brasil. Segundo a marca, trata-se do primeiro projeto desenvolvido de raiz entre engenheiros dos dois países, tendo como principal objetivo adaptar a tecnologia às necessidades do mercado brasileiro, onde o etanol faz parte do dia a dia de milhões de automobilistas.
O modelo será produzido na fábrica da BYD em Camaçari, no estado da Bahia, e já conta com mais de 50% de componentes produzidos localmente, percentagem que a marca pretende aumentar nos próximos anos.
Pode chegar a outros mercados
Embora tenha sido desenvolvido para o Brasil, a BYD admite que esta tecnologia poderá ser utilizada noutros países onde existam combustíveis alternativos semelhantes.
A Índia surge como um dos mercados apontados para receber este sistema no futuro, mas a solução também levanta uma questão interessante para a Europa. Caso a marca consiga adaptar esta tecnologia a combustíveis sintéticos ou ao biodiesel, poderá surgir uma nova alternativa aos automóveis 100% elétricos.
A estratégia já está a dar resultados
O lançamento deste modelo acontece numa altura em que a BYD continua a ganhar terreno no Brasil. Só durante o mês de julho, o fabricante chinês vendeu 23.465 automóveis, alcançando uma quota de mercado de 9,1%, o melhor resultado de sempre da marca naquele país. Com esta aposta nos híbridos Flex Fuel, a BYD reforça a ambição de se tornar a marca automóvel mais vendida do Brasil até ao final da década.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)

