A Honda já anda a falar de eletrificação há mais de duas décadas. Muito antes de os híbridos se tornarem uma presença habitual nas estradas europeias, a marca japonesa já tinha colocado um modelo deste género à venda no continente. Agora, 25 anos depois, a tecnologia e representa a evolução dessa experiência e está presente em grande parte da atual gama da Honda.
Tudo começou em 1999, com o Insight. Foi o primeiro híbrido da Honda comercializado na Europa e marcou o início de uma aposta que a marca foi desenvolvendo ao longo dos anos, até chegar ao atual sistema e, introduzido no mercado europeu em 2020.
A filosofia, contudo, mantém-se relativamente simples: combinar um motor a gasolina, motores elétricos e uma bateria para conseguir reduzir consumos e emissões sem obrigar o condutor a procurar um carregador.
E é precisamente aqui que a tecnologia e se distingue. Na maioria das situações do dia a dia, sobretudo em ambiente urbano e nos arranques, o sistema privilegia a utilização do motor elétrico. Quando é necessária mais energia, o motor a gasolina funciona sobretudo como gerador, produzindo eletricidade para alimentar o sistema elétrico e carregar a bateria.
A velocidades mais elevadas e constantes, o motor de combustão pode assumir diretamente a transmissão às rodas. A gestão entre estes três modos, elétrico, híbrido e combustão, é feita automaticamente pelo próprio sistema, procurando sempre a solução mais eficiente para cada situação.
Para o condutor, tudo isto acontece praticamente sem intervenção. Não é necessário escolher manualmente quando o motor elétrico deve funcionar ou quando o motor a gasolina deve entrar em ação. Também não há cabos ou carregamentos externos envolvidos.

Na prática, a Honda procura juntar duas vantagens que normalmente aparecem em lados diferentes da equação: a resposta imediata de um automóvel elétrico e a autonomia e facilidade de utilização associadas a um motor de combustão.
Mas a história da Honda com os híbridos não se resume à tecnologia. A marca mantém também uma filosofia de desenvolvimento conhecida como “Man Maximum, Machine Minimum” (M/M), que procura maximizar o espaço e o conforto para os ocupantes, reduzindo tanto quanto possível o espaço ocupado pelos componentes mecânicos.
É uma abordagem que a Honda tem aplicado ao longo de várias gerações e que continua presente nos seus modelos eletrificados.
Em Portugal, a tecnologia e está atualmente disponível numa parte significativa da gama da marca. O sistema equipa modelos como o Jazz, Jazz Crosstar, Civic, ZR-V, CR-V e HR-V, chegando também ao novo Prelude.
Ou seja, apesar de hoje se falar cada vez mais em carros elétricos, a Honda prefere continuar a apostar numa solução intermédia que não obriga o condutor a mudar radicalmente os seus hábitos.
Depois de 25 anos de desenvolvimento, o objetivo é precisamente esse: aproveitar a experiência acumulada nos híbridos para oferecer uma eletrificação mais simples, eficiente e fácil de utilizar no dia a dia.
E, olhando para a atual gama da Honda, parece claro que o capítulo dos híbridos ainda está longe de chegar ao fim.
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