Martin Brundle destaca evolução do Aston Martin no GP da hungria

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Martin Brundle destacou que o Aston Martin AMR26 “definitivamente parece melhor” durante a sua estreia com as melhorias no Grande Prémio da Hungria. No entanto, o antigo piloto e comentador alerta para o receio de que a recuperação total da Aston Martin e da Honda na Fórmula 1 possa apenas ocorrer em 2027, indicando que o pacote de actualizações apresentado é apenas o primeiro passo.

Na prova realizada no circuito do Hungaroring, o novo AMR26 foi observado em acção durante os treinos, onde a formação britânica competiu de perto com equipas como Haas, Williams e Cadillac. A Aston Martin mostrou-se optimista com a boa correlação entre os dados virtuais e o desempenho real em pista, um factor crucial para a confiança nos futuros desenvolvimentos não só para a temporada de 2026, mas também para o ano seguinte.

Martin Brundle, comentando para a Sky F1, afirmou: “O carro definitivamente parece melhor, parecia melhor em pista quando estive lá ontem. Muitas vezes tens velocidade, mas não fiabilidade, ou fiabilidade, mas falta velocidade, e podes corrigir um ou outro. Infelizmente para a Aston Martin este ano, não tiveram nem velocidade nem fiabilidade, e o carro tem sido muito difícil de conduzir.” O antigo piloto acrescentou ainda que, apesar de todos os componentes estarem presentes para o sucesso, “o soufflé simplesmente não tem crescido”. Brundle sublinhou que será necessário observar a evolução dos resultados, porque se as melhorias não forem significativas, isso poderá indicar problemas de correlação entre as ferramentas do fabricante e o desempenho real.

Também foi referido que a versão melhorada do motor Honda está prevista para estrear já no Grande Prémio dos Países Baixos, complementando as alterações introduzidas no chassis, que Adrian Newey, director técnico da Aston Martin, confirmou estarem programadas para depois da pausa de verão.

Fernando Alonso, piloto da equipa, classificou este pacote de actualizações como o primeiro passo da recuperação, enquanto o seu futuro na Fórmula 1 continua a ser tema de discussão, com o espanhol a afirmar que a sua decisão dependerá do prazer que continuar a sentir na competição.

Sobre a combinação entre Alonso e Newey, Martin Brundle comentou: “Mas precisas de downforce, precisas de potência para acompanhar essa combinação mágica.” A Aston Martin procura assim recuperar terreno num campeonato em que ainda não conseguiu mostrar o seu verdadeiro potencial em 2026, com esta evolução a ser um ponto de viragem a vigiar nas próximas provas.

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