Lando Norris explica piso partido do hungaroring e imprevisibilidade na F1

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Lando Norris surpreendeu ao conquistar a pole position para o Grande Prémio da Hungria, no circuito do Hungaroring, ao superar Lewis Hamilton nos últimos segundos da qualificação. Esta performance sublinha a notória melhoria da McLaren após a introdução da última actualização no seu monolugar.

Norris destacou-se sobretudo na terceira sessão de treinos livres, onde registou o melhor tempo, contrariando as expectativas que apontavam para um desempenho mais discreto, como se tinha visto no dia anterior. A conquista da pole coloca-o numa posição privilegiada para lutar pela sua primeira vitória da temporada na prova deste domingo.

Após a qualificação, o piloto britânico revelou as dificuldades que o circuito tem apresentado este fim-de-semana, especialmente devido ao estado do asfalto. “Tem sido difícil durante todo o fim-de-semana no último sector”, afirmou Norris. “Nos últimos dois cantos, a curva 13 e a 14, é muito complicado encontrar o equilíbrio certo. Parece que ou se conduz com muita cautela ou se arrisca mais e o carro torna-se instável com o eixo traseiro a escapar, ou então há subviragem que pode resultar em perda de controlo.”

O piloto da McLaren destacou ainda que o asfalto está “partido em vários pontos”, nomeadamente nas zonas das curvas 1 e 12, o que dificulta a consistência do desempenho do carro. “Tive dificuldade em perceber o que era o melhor para o carro nestas curvas, porque o piso é irregular e há várias zonas com diferentes condições,” explicou Norris.

Apesar do excelente resultado, o britânico reconheceu as limitações face à concorrência da Ferrari, cuja presença no topo da grelha é marcada por Charles Leclerc, terceiro classificado, e pela proximidade de Hamilton, que está a ser investigado por alegado impedimento ao companheiro de equipa de Norris, Oscar Piastri. “Nas curvas 1 e 12, perdemos claramente para as Ferraris em cada volta, especialmente na travagem e no ritmo em curvas lentas,” comentou. “Sabemos que temos dificuldades nestas zonas, como já vimos em Mónaco e noutras pistas.”

Sobre o estado do asfalto, Norris sublinhou que, apesar de normalmente ser um circuito de elevado nível de aderência e superfície lisa, este ano o novo revestimento se revelou mais traiçoeiro. “O asfalto está claramente mais difícil do que no ano passado, é uma superfície nova que está pior do que a anterior e torna o equilíbrio do carro mais complicado,” concluiu. “Mas é igual para toda a gente, é um bom desafio.”

O desempenho de Norris coloca a McLaren numa posição promissora para a prova do domingo, numa pista que pode oferecer surpresas devido ao estado irregular do piso e à exigente configuração técnica do Hungaroring. A próxima corrida poderá ser decisiva para o piloto britânico tentar alcançar a sua primeira vitória da temporada, num cenário em que a luta pelo pódio promete ser intensa.

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