Oscar Piastri critica grelhas da F1 decididas por computadores

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Oscar Piastri mostrou-se visivelmente frustrado com o atual formato das grelhas de Fórmula 1, criticando a influência dos sistemas informáticos na definição das posições de partida. O piloto australiano classificou o método como “uma forma bastante má de competir”, após o Grande Prémio da Bélgica, disputado em Spa-Francorchamps, um dos circuitos mais desafiantes para os novos carros da F1 devido à complexa gestão da energia das baterias.

Na qualificação realizada em Spa, Piastri terminou em sétimo lugar, enquanto o seu companheiro de equipa, Lando Norris, assegurou o terceiro posto. O australiano destacou uma diferença significativa de potência nas retas em relação a Norris, apesar dos esforços para ajustar o carro. “É uma treta. Não consigo dizer de outra forma. Quando se tem grelhas de qualificação decididas por computadores a comportarem-se bem ou mal, é uma forma bastante má de competir. Certamente não fui o único. Sei que o George teve muitos problemas com isto este fim de semana, e talvez nos últimos dois fins de semana”, declarou Piastri, referindo-se ainda ao colega George Russell, que sofreu com falta de bateria na primeira reta e ficou exposto a um acidente na primeira volta.

Andrea Stella, diretor da McLaren, explicou que a situação de Piastri resultou de elementos de “autoaprendizagem” da unidade motriz, que se ajustam volta após volta com base nos dados recolhidos durante a prova. Apesar de Norris e Piastri partilharem as mesmas definições de motor, o australiano foi prejudicado por um defeito neste sistema, que limitou a energia disponível em momentos cruciais, comprometendo o seu desempenho nas retas.

Também Charles Leclerc, segundo classificado na qualificação, revelou dificuldades semelhantes com a unidade motriz do seu Ferrari. O piloto monegasco admitiu que apenas conseguiu melhorar o comportamento do carro com pequenos ajustes durante a qualificação, depois de várias sessões de treinos livres em que não compreendia totalmente as variações de desempenho. “Estas unidades motrizes são tão complexas que há dias em que ficamos a coçar a cabeça a tentar entender porque estamos a perder tanto nas retas. Foi um pouco esse o meu caso na sexta-feira e no treino livre 3. Depois, na qualificação, as coisas correram bem novamente, com pequenos ajustes finos,” confessou Leclerc, sublinhando a frustração que este fenómeno provoca nos pilotos.

O Grande Prémio da Bélgica evidenciou assim as dificuldades que os pilotos e equipas enfrentam com os sistemas eletrónicos e a gestão da energia nos motores híbridos, levantando questões sobre a justiça e a transparência das grelhas de qualificação actuais. A McLaren, através das declarações de Piastri e Stella, evidenciou um problema técnico que poderá necessitar de intervenção para evitar prejuízos semelhantes no futuro.

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