Max Verstappen admite impacto da saída de figuras da Red Bull na F1

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Max Verstappen revelou as suas impressões sobre o impacto da saída de vários elementos-chave da Red Bull, num momento em que pondera o seu próprio futuro na Fórmula 1. Apesar das perdas significativas no staff técnico, o quatro vezes campeão do mundo mantém-se focado no presente e no futuro da sua carreira.

Na antevisão ao Grande Prémio da Bélgica de 2026, disputado em Spa-Francorchamps, Verstappen falou abertamente sobre as recentes saídas na equipa, incluindo a do engenheiro Michael Manning, que deixou a Red Bull para integrar a Williams. O piloto neerlandês afirmou: “Estamos apenas a olhar para o futuro, a tentar resolver os problemas atuais que temos no carro, mas isso é uma discussão muito aberta”. Com 28 anos, Verstappen sublinhou a sua resiliência: “Às vezes ficamos desapontados ou chateados depois de uma corrida, mas, por exemplo, depois de Silverstone foste para casa, reinicias. Na quarta-feira, já estava de volta à fábrica e a preparar-me para os fins de semana seguintes.”

O gestor de Verstappen, Raymond Vermeulen, confirmou a existência de uma cláusula de saída baseada no desempenho, mas frisou que a sua utilização não está garantida. Apesar das especulações sobre uma possível mudança para a McLaren, Verstappen mantém-se discreto e, em Spa, limitou-se a responder que não tinha “nada a dizer” sobre o assunto. Vermeulen reforçou que o piloto “não nasceu para competir no meio do pelotão”, alimentando as dúvidas sobre o seu futuro.

Sobre as várias partidas dentro da Red Bull, incluindo figuras como Adrian Newey, Christian Horner, Helmut Marko e o seu próprio engenheiro de corrida Gianpiero Lambiase, Verstappen mostrou-se pragmático: “As pessoas vão e vêm. Acho que isso faz parte do processo. Por vezes queremos que as pessoas fiquem, potencialmente, sim, mas penso que é assim a vida e também o desporto.” O piloto acrescentou que a equipa está sempre à procura de novos talentos para continuar a evoluir.

Michael Manning justificou a sua saída da Red Bull apontando para a ambição da Williams em regressar à frente do pelotão, destacando a história e o prestígio da equipa de Grove. “Há uma verdadeira fome para voltar a estar no topo da grelha, e estou ansioso por garantir que o trabalho excecional feito na fábrica se traduza numa execução clínica em pista”, referiu o engenheiro.

Verstappen e a Red Bull enfrentam agora o desafio de ultrapassar as dificuldades técnicas recentes e manter a competitividade, enquanto as atenções se voltam para as provas seguintes do campeonato. O futuro do piloto continua envolto em especulação, mas por agora a prioridade é preparar-se para os próximos desafios em pista.

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