Carlos Sainz expressou a sua frustração com os regulamentos da Fórmula 1 para 2026 e com a falta de progresso da Williams, equipa pela qual compete. O espanhol destacou que o atual conjunto de regras não deveria ter sido aprovado na forma atual, após os pilotos sentirem uma redução do desafio em Spa-Francorchamps, palco do Grande Prémio da Bélgica.
Sainz, que também é diretor na Associação de Pilotos de Grande Prémio, sublinhou o impacto dos novos motores com maior componente elétrica, que obrigam a uma gestão rigorosa da energia durante toda a volta. No circuito belga, caracterizado por longas retas e curvas de alta velocidade, esta gestão limita a capacidade dos pilotos para atacar a pista na totalidade. “Penso que ninguém está a gostar da volta de qualificação tanto quanto gostámos no ano passado”, afirmou o piloto da Williams. “Penso que é claro que perdemos bastante com estes carros em Spa. Dito isto, não quero continuar a menosprezar o meu próprio desporto, porque isso não vai trazer nenhum benefício. Por isso, penso que todos sabemos que isto não é suficientemente bom. Isso precisa de mudar. Vai mudar. Vai evoluir.”
O piloto mostrou-se esperançoso numa melhoria gradual: “Espero que no próximo ano seja um passo melhor, e no ano seguinte outro passo melhor. Isso precisa de ser revisto, porque nunca deveria ter acontecido. Mas agora estamos aqui. Estamos a ter algumas corridas empolgantes. O desporto continua a crescer. Por isso, é hora de seguir em frente.”
Além das dificuldades com os regulamentos, Sainz revelou desilusão com a performance da Williams esta temporada. Questionado sobre a possibilidade de um avanço significativo da equipa, respondeu de forma negativa, apesar das expectativas em torno de um carro “B” ou de um novo chassis. “Para ser perfeitamente honesto, não este ano”, afirmou à DAZN. “Apesar de termos falado num carro ‘B’ ou num novo chassis este ano, não é tão bom quanto o progresso que outras equipas estão a fazer.”
Sainz elogiou o desenvolvimento da Racing Bulls, que tem conseguido melhorias de duas a três décimas a cada atualização, algo que a Williams não tem conseguido replicar. “Estou a ter dificuldade em pensar em como vamos sair desta situação este ano. O que quero focar é em aprender o máximo possível para podermos começar a desenhar o carro do próximo ano de forma mais competitiva, porque é claro que falhámos com o carro deste ano.”
Sobre a posição da Williams face aos rivais do pelotão intermédio, o piloto espanhol comentou com um sorriso: “Precisamos de despertar e de nos pormos a andar, como dizemos em Espanha. A Alpine é três ou quatro décimas mais rápida, a Audi seis ou sete, e a Racing Bulls um segundo. Este ano há uma diferença de um segundo entre o melhor e o pior do pelotão intermédio. Na Williams estamos a sofrer muito com esta geração de carros.”
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