Bubba Wallace parecia ter garantido o segundo lugar no EchoPark Speedway, mas uma penalização da NASCAR por ultrapassagem abaixo da linha amarela na última volta relegou o piloto do Toyota nº 23 para o 29º lugar. A jornada de Wallace em Atlanta ficou ainda marcada por um incidente durante a segunda etapa, quando Ty Gibbs rodou o seu carro, causando uma colisão que lhe custou pontos importantes e desencadeou uma confrontação entre os dois pilotos da Toyota.
Denny Hamlin, co-proprietário da equipa 23XI Racing, abordou o incidente no seu podcast “Actions Detrimental”, recusando-se a defender cegamente o seu piloto. Hamlin reconheceu a pressão de Wallace para manter a posição, mas considerou o pedido para que os adversários “aliviasssem” o ritmo uma exigência desproporcionada. “Ele não quer perder aquela posição, e percebo isso. Mas pedir a alguém para olhar por ti e abrandar não me parece um pedido razoável,” comentou Hamlin.
O choque entre Wallace e Gibbs aconteceu numa fase crítica da corrida, com Wallace a tentar proteger o seu lugar na entrada da Curva 4, e Gibbs a aproximar-se com velocidade. O contacto fez Wallace rodar pelo interior da pista, acabando com as hipóteses de somar pontos na etapa. Após a prova, Wallace confrontou Gibbs, que defendeu a sua posição e criticou o bloqueio do adversário. Wallace respondeu que o toque foi limpo e que a defesa de Gibbs não fazia sentido, lançando uma crítica à relação entre colegas de equipa da Toyota: “Então, sim, são companheiros da Toyota. Não corremos muito bem juntos.”
Hamlin ofereceu uma visão distinta sobre as estratégias em superspeedways, explicando que as regras não escritas do circuito permitem bloqueios tardios, mas os pilotos têm de assumir as consequências. “Se alguém se põe à frente de um carro que vem com muita velocidade, não pode esperar que o outro trave,” afirmou. Para Hamlin, o bloqueio de Wallace deixou Gibbs sem espaço para evitar o choque.
Além do incidente com Gibbs, Hamlin revelou alguma frustração com os bloqueios do seu outro piloto, Tyler Reddick, que também dificultaram a vida aos adversários. O veterano salientou que defender a posição é aceitável, mas obrigar o adversário a perder velocidade para evitar um acidente ultrapassa os limites. Para ele, quando um bloqueio exige que outro piloto sacrifique a sua dinâmica, “é demasiado pedir”.
Este episódio em Atlanta voltou a evidenciar as tensões dentro da 23XI Racing e as dificuldades em gerir uma equipa com dois pilotos competitivos em pistas de alta velocidade. A discussão pública de Hamlin sobre as tácticas de bloqueio e defesa poderá influenciar a forma como a equipa aborda as próximas corridas.
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