Max Verstappen aterrou esta quarta-feira de manhã em Inglaterra, numa altura em que os rumores sobre uma possível saída da Red Bull ganham cada vez mais força. O piloto neerlandês, tetracampeão mundial de Fórmula 1, tem contrato válido até 2028, mas uma cláusula de rescisão relacionada com a sua posição no campeonato está prestes a tornar-se activa ainda este mês.
O acordo estipula que, caso Verstappen esteja fora dos dois primeiros lugares aquando da pausa de verão — agendada para depois do Grande Prémio da Hungria, a 26 de Julho — poderá abandonar a Red Bull no final desta temporada. Segundo os dados mais recentes, esta condição já é uma certeza matemática, colocando de novo em cima da mesa a possibilidade de uma transferência bombástica.
O ambiente em Milton Keynes está cada vez mais tenso: por um lado, a Red Bull mostra-se frustrada com a hesitação do seu piloto em comprometer-se a longo prazo; por outro, Verstappen está descontente com o desempenho do seu monolugar de 2026, depois de sofrer um acidente pelo segundo fim-de-semana consecutivo, desta vez em Silverstone.
Apesar das especulações em torno de uma possível mudança para a Mercedes — até agora considerada a favorita, graças ao domínio do seu carro em 2026 —, nas últimas dez dias surgiram relatos de conversações entre Verstappen e a McLaren. Nas últimas 24 horas, esses contactos parecem estar a avançar rapidamente, associando fortemente o nome de Verstappen a uma eventual transferência para a equipa de Woking.
Na manhã desta quarta-feira, o jacto privado do neerlandês foi avistado em Inglaterra, com destino à sede da Red Bull em Milton Keynes. À chegada, Verstappen foi visto a sorrir e a conversar com elementos da equipa, numa visita que reacende todas as dúvidas sobre o seu futuro imediato.
A Red Bull pretende uma decisão célere por parte do seu piloto, mas Verstappen mantém-se firme e não quer ser pressionado a tomar aquela que poderá ser a maior decisão da sua carreira. Entre as várias opções em aberto, Verstappen já admitiu publicamente o desagrado com as novas regulações de 2026 e não exclui um possível retiro. Está igualmente em cima da mesa a possibilidade de activar a cláusula de saída, abandonar a Red Bull e optar por um ano sabático, ganhando margem para escolher, com mais calma, o seu próximo passo em 2028.
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