O quarto lugar alcançado por Lando Norris na corrida principal do Grande Prémio de Silverstone, apesar dos azares dos adversários, não disfarçou o desapontamento da McLaren, que se viu relegada a quarta força do pelotão. Oscar Piastri, por sua vez, terminou fora dos pontos, em 11.º, após uma paragem forçada para trocar a asa dianteira devido a um toque com Liam Lawson na primeira volta.
Na qualificação para a corrida Sprint, Norris surpreendeu ao garantir um terceiro lugar, enquanto Piastri não foi além do sétimo posto. Na corrida principal de 52 voltas, Norris beneficiou do acidente de Max Verstappen e dos problemas no carro de Kimi Antonelli para garantir o quarto lugar. Piastri, depois do incidente inicial, não conseguiu recuperar posições e ficou mesmo à porta dos pontos.
Andrea Stella, chefe de equipa da McLaren, analisou o desempenho em Silverstone e revelou as dificuldades sentidas. “Penso que o facto de estarmos fora de sequência em relação às atualizações é provavelmente o maior fator isolado”, afirmou Stella aos jornalistas. “Vemos que cada equipa que traz atualizações consegue melhorar o seu potencial em cerca de três décimos por volta, e isto não chega para fechar o fosso que temos para a Ferrari e a Mercedes, porque penso que estamos a falar de meio segundo, mas seria certamente muito útil.”
O responsável italiano destacou ainda as condições particulares da pista britânica. “Em Silverstone, o nível de aderência é muito baixo, as condições são difíceis, o carro desliza e torna-se imprevisível com o vento. As equipas que conseguem mais aderência e mais carga aerodinâmica têm carros mais fáceis de controlar nestas circunstâncias”, explicou Stella.
Outro dos fatores apontados passa pelo atraso da McLaren na utilização da nova unidade motriz Mercedes, já utilizada por Alpine e Williams. Stella admitiu, contudo, que há margem de progressão: “Existem algumas oportunidades em explorar mais a unidade motriz que temos disponível, e não me referiria aos pneus, porque olhando para a degradação durante a corrida, todas as equipas parecem ter um comportamento semelhante. Certamente, já não temos nenhuma das vantagens de 2025, por isso esta é outra área onde precisamos de criar alguma vantagem competitiva. Na exploração da unidade motriz, não se trata apenas da gestão da potência, mas também de outros fatores, incluindo a especificação.”
A McLaren tem sentido dificuldades com o desenvolvimento de novos componentes. O pacote de atualizações mais recente chegou em Miami, mas desde então surgiram problemas: a nova asa dianteira foi retirada no Canadá antes de ser reintroduzida em Barcelona, e a asa traseira em estilo ‘Macarena’, prevista para a Áustria, acabou por não ser utilizada, mantendo-se ausente em Silverstone. Novas peças estão planeadas para o Grande Prémio da Hungria, com Stella a garantir que a equipa continuará focada em recuperar terreno para Ferrari e Mercedes.
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