McLaren sem nova atualização Mercedes no GP da grã-bretanha

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A ausência da mais recente evolução da unidade motriz Mercedes no MCL38 foi um dos temas quentes do paddock de Silverstone, com a McLaren a optar por não estrear já o novo motor, ao contrário de outras equipas clientes. Esta decisão pode ter impacto nas aspirações da formação de Woking para o Grande Prémio da Grã-Bretanha e no duelo directo com rivais como Ferrari e Red Bull, que continuam a atualizar os seus monolugares a um ritmo impressionante.

No final da qualificação, Oscar Piastri e Lando Norris terminaram, respectivamente, em quarto e quinto lugares, a escassos décimos da pole position, uma diferença que poderá ser explicada em parte pela ausência do novo propulsor Mercedes, já utilizado por Williams e Alpine. O tempo de Norris, 1:25.116, ficou a 0,312s do tempo da pole, enquanto Piastri assinou 1:25.179. A McLaren mantém-se firme no terceiro lugar do Campeonato de Construtores, com 237 pontos, atrás da Red Bull (267) e Ferrari (252), enquanto Norris e Piastri estão separados por apenas um ponto no Mundial de Pilotos, ocupando a quarta e quinta posições, respectivamente.

A decisão de não recorrer já ao mais recente motor Mercedes prende-se com a gestão estratégica dos componentes e quilometragem utilizáveis durante a época, para evitar penalizações na grelha num futuro crítico do campeonato. Zak Brown, CEO da McLaren, explicou o raciocínio por trás desta escolha: “Temos de rodar com os motores que temos, ainda temos vida útil neles, por isso temos de esperar até fazermos uma troca de unidade motriz,” esclareceu Brown aos jornalistas em Silverstone. “A Williams teve acesso porque o Carlos [Sainz] teve um problema, precisaram de uma troca. No caso da Alpine, não me recordo ao certo do cenário, mas penso que foi uma questão de calendário. Todos querem o mais depressa possível, mas temos de cumprir os ciclos definidos. Esperamos poder contar com a nova especificação já na próxima corrida.”

Brown reconheceu a importância de aceder a cada melhoria: “Claro que gostaríamos de já ter o novo motor. Sempre que sabemos que há performance a caminho e ainda não a temos no carro, queremos tê-la o mais rápido possível. Não diria que é frustrante, é a realidade. Mantemos o foco, a trabalhar arduamente, e não faltará muito para o termos instalado.” O dirigente salientou ainda que, com a época ainda longe do fim, é prematuro tirar grandes conclusões quanto à luta pelo título ou ao ritmo de desenvolvimento de cada equipa: “Ferrari e Red Bull têm feito um trabalho fantástico com as suas evoluções. Nós também temos trazido boas melhorias, mas estamos ligeiramente atrás. Ainda é cedo para avaliar, porque ninguém sabe ao certo quando cada equipa vai apresentar novidades.”

Olhando para o contexto do campeonato, a McLaren está numa posição de destaque entre as equipas clientes Mercedes, mas sabe que o atraso na introdução do novo motor pode traduzir-se em décimos preciosos, especialmente em pistas rápidas como Silverstone. Brown sublinhou: “Temos o plano de trazer tantas melhorias quanto a concorrência, mas só as colocaremos em pista quando estiverem ao nível desejado. Ferrari e Red Bull mostraram grande capacidade nesse aspeto, mas nós também temos armas para atacar.”

Com o Grande Prémio da Bélgica no horizonte, tudo aponta para que a McLaren aposte nesse momento para introduzir a nova unidade motriz Mercedes, aproveitando a potência extra e elevando o ataque aos lugares cimeiros. No imediato, a equipa mantém o foco em maximizar o potencial do MCL38 na pista britânica, contando com a competitividade revelada nas últimas corridas e esperando manter – ou até reforçar – o terceiro lugar nos Construtores. Para Norris e Piastri, cada ponto é vital na luta pelo pódio do Mundial de Pilotos, numa temporada onde a regularidade e a gestão estratégica dos recursos poderão fazer a diferença no desfecho final.

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