Fernando Alonso elogia avanços da Aston Martin apesar de fim-de-semana difícil

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Fernando Alonso foi eliminado precocemente na qualificação do Grande Prémio da Áustria, mas surpreendeu ao transmitir uma mensagem de motivação à Aston Martin no final da sessão. Apesar de partir das últimas posições da grelha — P21 para Alonso e P22 para Lance Stroll — o espanhol demonstrou otimismo, sublinhando o progresso da equipa num fim-de-semana particularmente desafiante no Red Bull Ring.

Na qualificação, a diferença para o topo foi notória: Alonso terminou a mais de três segundos do tempo de referência estabelecido por Andrea Kimi Antonelli em Q1 e quase um segundo atrás dos Cadillac, que ocuparam os lugares 19 e 20. Ainda assim, à saída do monolugar, Alonso deixou claro via rádio: “Foi uma boa volta, estamos a aproximar-nos.” Esta declaração, apesar do resultado, revelou uma abordagem construtiva e confiante relativamente ao trabalho de desenvolvimento interno da Aston Martin.

Questionado pelos jornalistas sobre o significado desta mensagem, Alonso, de 44 anos, não escondeu algum humor: “Claro que acho que todas as mensagens de rádio são conversas privadas, como sempre dissemos”, afirmou o bicampeão do mundo, antes de detalhar os desafios enfrentados pela equipa. “Dentro da equipa enfrentámos alguns desafios este fim-de-semana, talvez devido à altitude, a um circuito diferente, muito exigente em termos de energia”, explicou, sublinhando as adaptações necessárias tanto a nível de caixa de velocidades como de consistência energética.

O espanhol destacou ainda os avanços feitos entre a primeira sessão de treinos livres e a qualificação: “Desde a FP1, demos passos enormes na condução, na caixa, nas reduções e aumentos de velocidade, e na consistência da energia. O deployment tem sido inconsistente durante a primeira parte da época, por isso na qualificação cada volta tinha uma velocidade diferente em reta e nas aproximações às curvas.” Alonso revelou que, pela primeira vez esta época, conseguiu ter o mesmo deployment nas três voltas de qualificação, o que lhe permitiu explorar melhor os limites do carro: “Isso permitiu-me puxar mais nos limites em curva, porque sabia qual seria a velocidade de aproximação à curva seguinte.”

Apesar do fraco desempenho em pista, o piloto da Aston Martin fez questão de elogiar o esforço contínuo da equipa: “Os passos que demos desde a FP1 até à qualificação foram muito animadores. Estamos no fundo da grelha, até a Cadillac, o nosso rival mais próximo, deu um grande passo aqui com as atualizações. Mas a equipa continua a trabalhar como se estivéssemos a lutar por pontos ou pódios — e isso, nos bastidores, é importante.” Alonso salientou ainda a resiliência do grupo: “É muito fácil desmotivar quando se é último todos os fins-de-semana, mas na equipa ninguém está a desistir, e continuam a trabalhar para melhorar o carro em cada sessão. Do ponto de vista do piloto, isso também nos motiva a não desistir, porque eles não desistem. Foi isso que quis dizer hoje, porque foi positivo ver as melhorias conseguidas desde a FP1 até à qualificação.”

Actualmente, Fernando Alonso soma apenas um ponto nesta temporada de 2026, um registo que contrasta com as aspirações da Aston Martin após o forte início de ciclo regulamentar. Com a equipa a evidenciar dificuldades face à concorrência directa — e a Cadillac a dar sinais de evolução clara — o espanhol mantém-se determinado a capitalizar quaisquer desenvolvimentos nas próximas provas.

O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 segue agora para o próximo desafio, onde a Aston Martin procurará traduzir estas melhorias em resultados concretos. A equipa terá de continuar a trabalhar arduamente para recuperar terreno na classificação, enquanto Alonso e Stroll tentam sair das posições finais da grelha. A consistência do deployment energético e o ritmo de evolução serão cruciais para que a marca britânica volte a lutar por pontos, com a próxima ronda a servir de teste decisivo à capacidade de resposta dos engenheiros e pilotos de Silverstone. Para já, a mensagem de Alonso ecoa nos bastidores: o espírito de luta permanece intacto e a esperança de um regresso à competitividade continua viva.

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