Sébastien Ogier arrancou o Rali da Acrópole com autoridade, ao conquistar a vitória na super especial de abertura em Atenas, colocando-se imediatamente na liderança do evento. O piloto francês da Toyota Gazoo Racing bateu a concorrência directa na inédita super especial desenhada no coração da capital grega, um palco citadino em asfalto que serviu de montra espectacular para o início de uma das provas mais exigentes do calendário do WRC.
Ogier cumpriu a curta etapa de 1,48 km em 1:42.1 minutos, batendo o seu principal adversário do campeonato de 2024, Kalle Rovanperä, por meros 0,3 segundos. Dani Sordo, ao volante do Hyundai i20 N Rally1, fechou o top 3, a 0,6s do líder, seguido de perto por Thierry Neuville e Ott Tänak, ambos também em Hyundai. A super especial, disputada em formato de duelo directo entre pilotos, marcou o arranque oficial do Rali da Acrópole, a décima ronda do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), conhecida pela dureza dos seus troços de terra e pelo calor extremo que costuma desafiar homens e máquinas.
O resultado desta primeira tirada coloca Ogier na posição ideal para atacar os troços de gravilha que se seguem, onde a ordem de partida pode ser determinante para o desenrolar da prova. A vantagem do francês é mínima, mas permite-lhe gerir com alguma margem a pressão dos rivais. A Toyota, com Ogier e Rovanperä nos dois primeiros lugares, confirma o seu estatuto de favorita, enquanto a Hyundai mostrou argumentos sólidos para lutar pela vitória, com três carros entre os cinco primeiros.
No contexto do campeonato, Ogier, embora a disputar apenas provas seleccionadas em 2024, mantém-se como um dos grandes animadores da temporada e uma ameaça constante à liderança pontual. Rovanperä, actual líder do campeonato, sabe que cada décimo pode fazer a diferença numa fase decisiva da época, sobretudo perante a ameaça da Hyundai, que procura recuperar terreno no Mundial de Construtores. A vitória de Ogier na super especial pode não ter grande impacto pontual, mas dá-lhe o ímpeto psicológico para enfrentar as etapas mais longas e traiçoeiras do rali, onde a fiabilidade e a inteligência de corrida serão postas à prova.
Após a vitória, Ogier mostrou-se satisfeito com o arranque positivo: “Foi uma boa forma de iniciar o rali. Sabia que tínhamos de ser rápidos, mas também de evitar riscos desnecessários. Atenas deu-nos um ambiente fantástico e agora é tempo de focar nos troços de gravilha, onde realmente se fazem as diferenças”, afirmou o piloto francês à imprensa, já depois de sair do carro. Kalle Rovanperä, por seu lado, reconheceu o mérito do colega de equipa, mas deixou o aviso: “O rali só agora começou. Amanhã vai ser duro e a gestão dos pneus e da estratégia será fundamental”, afirmou o finlandês, também em declarações à comunicação social.
Cyril Abiteboul, director da Hyundai Motorsport, salientou a importância de colocar três carros no top 5 logo na especial de abertura: “Mostrámos competitividade desde o início. O nosso objectivo é pressionar a Toyota e lutar pela vitória até ao último quilómetro”, referiu, apontando para uma luta intensa ao longo do fim-de-semana.
Com a ordem de partida definida por esta especial, o pelotão prepara-se agora para enfrentar as primeiras etapas de gravilha, onde as temperaturas elevadas e o desgaste mecânico vão ser factores determinantes. O Rali da Acrópole prossegue amanhã com oito troços cronometrados, incluindo passagens duplas pelos emblemáticos percursos de Loutraki e Livadia, onde a navegação e a resistência serão cruciais. No campeonato, qualquer deslize pode alterar significativamente a classificação, com Neuville e Tänak a tentarem recuperar pontos face à liderança de Rovanperä e à ameaça constante de Ogier. A luta pelo título e pelo orgulho nas equipas mantém-se ao rubro, com a próxima prova a prometer ainda mais emoção e imprevisibilidade nos pisos de terra da Grécia.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)
