Fernando Alonso voltou a colocar o seu futuro na ribalta da Fórmula 1 ao afirmar, de forma apaixonada, que ainda não tomou qualquer decisão sobre a continuidade na categoria rainha do automobilismo. O piloto espanhol, actualmente ao serviço da Aston Martin, aproveitou o dia de imprensa antes do Grande Prémio da Áustria para esclarecer o seu estado de espírito, numa altura em que as especulações sobre mudanças de equipa ou uma eventual retirada se intensificam.
À entrada para o fim-de-semana de corridas no Red Bull Ring, Alonso, de 44 anos, é um dos protagonistas do mercado de pilotos que irá definir o pelotão para a época de 2027. O bicampeão mundial termina contrato com a Aston Martin no final desta temporada, tendo sido apontado a possíveis mudanças para outras equipas de topo ou até à saída definitiva da Fórmula 1. Durante a conferência de imprensa, Alonso deixou claro que ainda não estabeleceu o rumo a seguir e que a decisão só será conhecida após a pausa de Verão. “Não preciso que o Mike [Krack] me diga que sou rápido”, afirmou Alonso, referindo-se ao chefe de equipa da Aston Martin. “Sinto-o em cada volta que dou em pista. Sempre o senti. E, sim, vamos ver. Ainda não tomei decisões”, sublinhou o espanhol, reforçando a incerteza quanto ao seu futuro imediato.
O piloto revelou ainda os seus planos temporais para tomar a decisão crucial sobre a continuidade na Fórmula 1: “Vou esperar provavelmente até à pausa de verão, que é em Agosto. Depois do verão temos Zandvoort, Monza. Acho que por essa altura decidirei o que fazer no próximo ano.” Esta declaração coloca um ponto final nos rumores imediatos, mas adia a resposta definitiva para o final do Verão, aumentando a expectativa em torno do mercado de pilotos.
Em relação à sua motivação, Alonso foi peremptório: “Vou continuar a correr porque sinto-me rápido, estou motivado e adoro o que faço”, garantiu o espanhol, transmitindo confiança na sua competitividade. “Não vou parar agora, porque não me sinto pouco competitivo ou porque não gosto de correr. Se vou correr na Fórmula 1 ou não, isso já é outra história. Preciso de gostar da categoria, de sentir prazer a conduzir estas unidades motrizes e estas regulamentações. Há muitos factores a ter em conta. E existem muitas opções para correr no mundo do desporto motorizado”, explicou, abrindo a porta a outras disciplinas do automobilismo, sem fechar a de Fórmula 1.
Alonso deixou ainda uma nota sobre a sua relação com a Aston Martin, dando a entender que, mesmo após abandonar o volante, poderá manter-se ligado ao projecto. “Ainda adoro a Fórmula 1. Estou comprometido com esta equipa também. Por isso, mesmo que não corra, o meu compromisso com a equipa e com o projecto mantém-se. Tem sido sempre assim ao longo dos anos. Começámos este projecto juntos, com algum sucesso em 2023 e com muitas mudanças na empresa e no campus de Silverstone. Agora, com a parceria com a Honda, com a Aramco, com os novos combustíveis, há muita coisa que construímos em conjunto. Como já disse várias vezes, há garantias de que esta equipa terá sucesso e irá lutar pelos títulos mundiais”, referiu Alonso, mostrando-se confiante no futuro da Aston Martin a médio e longo prazo.
O bicampeão mundial também abordou a questão dos prazos e objectivos, reconhecendo que a conquista de um título pode não estar ao seu alcance enquanto piloto. “Não sabemos se será para o ano, daqui a três anos ou daqui a oito. Essa é provavelmente a minha limitação ao volante. Mas quero ganhar um Mundial com a Aston Martin, com ou sem conduzir. Esse continua a ser o meu compromisso”, concluiu Alonso, reforçando o seu papel central no projecto da equipa britânica.
Com estas declarações, Alonso procura acalmar as especulações sobre uma saída iminente, mas mantém o suspense até ao final do Verão. A próxima prova, marcada para Silverstone, será mais um teste à performance da Aston Martin, que continua a lutar por um lugar no pódio entre as equipas de topo. No campeonato, a incerteza sobre o futuro de Alonso poderá influenciar a dinâmica interna da equipa e o mercado de pilotos, especialmente numa fase em que várias equipas procuram garantir nomes de peso para as próximas temporadas. Até à pausa de Agosto, todas as atenções continuarão centradas no que decidirá o experiente piloto espanhol, cuja decisão poderá marcar uma nova era tanto para a Aston Martin como para a própria Fórmula 1.
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