Volkswagen e Toyota admitem: há demasiados modelos e versões nas gamas atuais

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Às vezes, menos é mesmo mais, e essa parece ser a conclusão a que chegaram duas das maiores fabricantes automóveis do mundo. Tanto a Volkswagen como a Toyota estão a rever as suas estratégias e admitem que as suas gamas podem estar demasiado extensas, com excesso de modelos, variantes e versões.

Volkswagen quer simplificar para reduzir custos e acelerar desenvolvimento

No caso do Grupo Volkswagen, a mudança faz parte de um plano mais amplo de reestruturação e poupança. A empresa já confirmou a eliminação de dezenas de milhares de postos de trabalho nos próximos anos e prepara uma reorganização profunda da sua forma de operar.

Durante a mais recente assembleia geral, o CEO Oliver Blume detalhou a estratégia: o grupo pretende reduzir a complexidade técnica, utilizando menos plataformas e diminuindo também o número de arquiteturas eletrónicas em desenvolvimento.

A ideia não é apenas cortar custos, mas também acelerar os ciclos de desenvolvimento dos novos modelos.

Neste contexto, a Volkswagen tem vindo a estabelecer novas parcerias tecnológicas: na China, trabalha com a Xpeng, enquanto na Europa aposta na americana Rivian para o desenvolvimento de soluções de arquitetura eletrónica.

Outra frente de simplificação passa precisamente pela gama de produtos. O grupo admite que poderá reduzir o número de modelos e variantes oferecidos pelas várias marcas, tornando a oferta mais clara e fácil de perceber para o cliente.

Além disso, está prevista uma maior autonomia para as filiais regionais, de forma a adaptar melhor os produtos aos mercados locais. A produção também será ajustada à procura real, reduzindo excesso de capacidade industrial.

Internamente, a reestruturação inclui ainda uma revisão dos sistemas de incentivos, com a introdução de bónus mais ligados ao desempenho, e uma tentativa de tornar a organização mais ágil, com menos níveis hierárquicos e processos de decisão mais rápidos.

Toyota segue o mesmo caminho de simplificação

Também a Toyota reconhece que a proliferação de modelos e versões pode estar a tornar-se um problema.

O presidente executivo da marca, Kenta Kon, afirmou recentemente à Automotive News que o aumento constante de variantes está a fazer subir os custos de forma significativa.

Segundo o responsável, é essencial analisar com mais rigor tudo aquilo que não acrescenta valor real ao cliente, sugerindo que a marca japonesa também poderá avançar para uma simplificação da sua gama no futuro.

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