Hamilton vence Mercedes em barcelona e Wolff admite dupla derrota

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Lewis Hamilton voltou a fazer história ao conquistar a vitória no Grande Prémio de Espanha, batendo as Mercedes e impondo-se à antiga equipa pela primeira vez nesta temporada de 2026. O piloto britânico, agora ao serviço da Ferrari, beneficiou de um monolugar claramente superior em ritmo de corrida após as últimas evoluções trazidas para o Circuito da Catalunha, somando uma vitória que poderá ter implicações profundas no campeonato.

A Ferrari de Hamilton cruzou a linha de meta com uma vantagem de 12,7 segundos sobre George Russell, que terminou em segundo lugar pela Mercedes. Andrea Kimi Antonelli, também da Mercedes, completou o pódio, mas ambos os pilotos da marca alemã estiveram longe de ameaçar verdadeiramente o domínio do heptacampeão. Hamilton ainda registou a volta mais rápida da prova, com um tempo de 1:17.204, sublinhando a vantagem competitiva dos italianos após os significativos desenvolvimentos introduzidos em Barcelona. O abandono de Fernando Alonso devido a problemas mecânicos originou uma Virtual Safety Car decisiva, permitindo a Hamilton realizar a última paragem nas boxes sem perder a liderança, reentrando em pista à frente dos Mercedes.

Esta derrota da Mercedes marca um ponto de viragem em 2026, já que a equipa alemã vinha a dominar as primeiras corridas do ano. A vitória de Hamilton, aos comandos de uma Ferrari rejuvenescida e “monstruosa”, como a descreveu Toto Wolff, não só quebra a invencibilidade da Mercedes, como relança a luta pelo título. O duelo interno entre Russell e Antonelli revelou-se desastroso do ponto de vista estratégico, com os dois pilotos a perderem até dois segundos por volta face ao ritmo imposto por Hamilton, algo que pode custar caro nas contas do campeonato. O distanciamento de quase 20 segundos relativamente às Mercedes, antes dos abandonos de Antonelli e Leclerc, ilustra a diferença de performance evidenciada nesta prova.

No final da corrida, Toto Wolff, director de equipa da Mercedes, não escondeu a frustração: “Se tenho de ser batido, sempre disse que prefiro que seja o Hamilton a vencer”, afirmou aos microfones da Sky, num misto de desilusão e respeito pelo seu antigo pupilo. O austríaco foi mais longe na análise, reconhecendo as falhas dentro da própria estrutura: “Hoje perdemos duas vezes. Não é fácil tomar decisões estratégicas quando tens dois pilotos a lutar pelo Mundial. Enquanto Antonelli e Russell duelavam, perderam dois segundos por volta relativamente ao Hamilton. A velocidade é importante, mas ainda mais importante é acabar as corridas.” Estas declarações evidenciam não só o impacto da derrota, como também a necessidade de repensar a gestão interna da Mercedes, que pode ter sido demasiado permissiva nos duelos entre os seus pilotos.

Hamilton, por seu lado, mostrou-se satisfeito com o trabalho desenvolvido pela Ferrari e com a capacidade de capitalizar os erros dos adversários: “Sabíamos que tínhamos um carro rápido depois das evoluções. Só precisávamos de executar sem falhas. Aproveitámos o momento certo e a estratégia foi perfeita”, declarou o britânico após a cerimónia do pódio. Do lado da Mercedes, Russell lamentou: “A luta interna foi boa para o espectáculo, mas perdemos tempo precioso. Temos de aprender e melhorar para as próximas corridas.”

Com este resultado, Hamilton reduz significativamente a diferença pontual para os líderes do campeonato, relançando as aspirações da Ferrari ao título mundial de 2026. A Mercedes, por seu turno, vê-se obrigada a repensar a sua abordagem estratégica, especialmente perante uma Ferrari que se mostra cada vez mais ameaçadora. A próxima ronda, o Grande Prémio da Áustria, será decisiva para perceber se a Scuderia consegue manter o ímpeto ou se a Mercedes conseguirá responder e recuperar o controlo do campeonato. Certo é que a rivalidade está ao rubro e a luta pelo título promete capítulos ainda mais intensos nas próximas semanas.

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