Alonso abandona em barcelona após falha súbita na bateria da Aston Martin

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Um fim-de-semana para esquecer para Fernando Alonso em Barcelona, aquele que poderá ter sido o seu último Grande Prémio da Fórmula 1 no Circuito de Barcelona-Catalunha ficou marcado não só por uma ausência total de competitividade do Aston Martin AMR26, mas também por uma desistência prematura que deixou os adeptos espanhóis em suspenso. O piloto espanhol, duplo campeão do mundo, viu a sua corrida terminar abruptamente a 25 voltas do fim devido a uma falha no sistema de bateria, após já ter partido das boxes na sequência de alterações forçadas ao sistema híbrido do carro.

O Grande Prémio de Espanha, oitava ronda do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2024, foi dominado por Lewis Hamilton, que conquistou a vitória num domingo histórico, ao cruzar a meta com 6,2 segundos de vantagem sobre Max Verstappen. George Russell completou o pódio, enquanto Alonso, depois de ter sido batido na qualificação pelo colega de equipa Lance Stroll – que também abandonou, mas logo na sexta volta devido a problemas na caixa de velocidades – acabou fora da classificação oficial. O melhor tempo de Alonso durante a corrida ficou bem distante dos mais rápidos, evidenciando as dificuldades profundas da Aston Martin, quer em performance, quer em fiabilidade.

Este resultado deixa Alonso e a Aston Martin numa posição delicada no campeonato, com apenas um ponto somado até ao momento – precisamente o ponto conquistado de forma heróica no Mónaco. O espanhol saiu de Barcelona sem esconder a frustração, mas destacou o apoio incansável dos adeptos como o único momento alto do fim-de-semana: “Foi a melhor parte destes dias. Os fãs foram incríveis durante todo o fim-de-semana. Foi uma sensação muito, muito especial e emocional para mim, talvez o último em Barcelona”, admitiu Alonso após abandonar a corrida, perante aplausos e o cântico de “bravo, bravo Alonso” nas bancadas. “Fora do carro, aproveitei cada minuto, mas infelizmente não lhes demos o que mereciam em termos de resultado. Espero que na segunda metade da época consigamos melhorar a situação”, acrescentou.

Questionado sobre a natureza da desistência, Alonso explicou que “foi uma falha súbita da bateria. O engenheiro veio ao rádio dizer para parar e saltar do carro. Imagino que tenha sido um problema com o ERS. Pelas informações que deram, foi efectivamente a bateria.” O espanhol não escondeu a preocupação com a sucessão de incidentes mecânicos: “Mudámos algumas peças que tinham partido na corrida, infelizmente. Estamos a lutar não só em termos de performance, mas também em fiabilidade – ainda estamos longe de ter um carro à prova de bala. Continuamos a lidar com demasiados problemas.”

O panorama para a Aston Martin não é animador: os upgrades introduzidos na Catalunha não surtiram efeito, e Alonso deixou claro que a equipa terá de mostrar resultados rapidamente. “Temos de ficar juntos, sem dúvida. O ponto em Mónaco mostra que não desistimos. Mesmo quando estávamos no fundo da grelha, conseguimos terminar a corrida e aproveitar as oportunidades. Temos esperança de que, na segunda metade do ano, possamos ser mais competitivos. Continuamos a trabalhar, mas precisamos de ver resultados. Eventualmente, precisamos de ver algumas das evoluções a tornar o carro mais rápido. Nos últimos anos, algumas dessas melhorias não trouxeram a velocidade desejada. Há coisas a provar com os upgrades deste ano e todos esperamos pelo melhor”, sublinhou o piloto, já focado na evolução do AMR26.

Com a próxima ronda marcada para o Red Bull Ring, na Áustria, a Aston Martin enfrenta uma pressão crescente para inverter o ciclo negativo. Alonso, especialmente motivado pelo calor do público espanhol, quer traduzir esse apoio em pontos, mas sabe que a tarefa será árdua enquanto a equipa não resolver problemas de fiabilidade e de falta de ritmo. No campeonato, a Aston Martin cai para trás dos rivais diretos, enquanto Hamilton e a Ferrari relançam a luta pelo título. O paddock vira-se agora para a Áustria, onde todos os olhares estarão postos nas respostas técnicas da Aston Martin e na capacidade de Alonso de contrariar as adversidades.

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