Joey Logano enfrenta a pior época de sempre na NASCAR com a Team Penske

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Joey Logano conseguiu finalmente dar sinais de recuperação, numa época que está a ser a mais difícil desde que ingressou na Team Penske e, possivelmente, desde a sua estreia na NASCAR Cup Series em 2009. Apesar dos recentes progressos, a temporada de 2024 tem sido marcada por resultados muito aquém do esperado para o piloto do Ford Mustang n.º 22, acumulando frustrações e desafios inéditos na sua carreira ao mais alto nível do automobilismo norte-americano.

Nos últimos quatro Grandes Prémios, Logano e a equipa Penske conseguiram terminar duas vezes dentro do top-10, o que contrasta fortemente com o início de época, em que nem sequer conseguiam garantir uma presença entre os 25 primeiros na qualificação. No mais recente Grande Prémio, disputado no circuito oval de Dover, Logano terminou na décima posição, registando uma volta rápida de 22,486 segundos, a 7,2 segundos do vencedor, Denny Hamlin. A diferença para o topo demonstra ainda a distância de competitividade face aos principais rivais, apesar dos tímidos sinais de recuperação. Nesta fase do campeonato, Logano ocupa apenas o 17.º lugar da classificação geral, com 276 pontos, longe das posições de acesso directo aos playoffs.

O impacto deste desempenho arrasta consigo consequências graves para as aspirações da equipa e do próprio piloto, bicampeão da Cup Series, que nunca tinha registado uma sequência tão prolongada de maus resultados desde que se juntou à Penske. Com apenas uma presença dentro do top-5 até ao momento, Logano vê a pressão aumentar, tanto no seio da equipa como entre os adeptos e patrocinadores. A rivalidade com outros nomes fortes do pelotão, como Kyle Busch e Chase Elliott, intensificou-se nas últimas provas, com incidentes em pista e declarações trocadas nos bastidores. Os recordes pessoais também estão ameaçados: com apenas três top-10 em dez provas, Logano arrisca bater a sua pior marca desde 2011.

Após o Grande Prémio de Dover, Logano mostrou-se resiliente e focado, sublinhando a importância do trabalho de equipa e da persistência. “Temos de continuar a lutar, a encontrar soluções e a acreditar que a maré vai mudar. É frustrante, claro, mas ninguém aqui vai baixar os braços”, afirmou Logano na zona mista, já depois de sair do carro. O chefe de equipa, Paul Wolfe, reconheceu o momento difícil: “Não é este o padrão que queremos para a Penske, mas estamos a trabalhar todos os dias para devolver o Joey à luta pelas vitórias. Sabemos do que ele é capaz e acreditamos que os resultados vão aparecer.”

A análise interna da Penske aponta para dificuldades na adaptação aos novos regulamentos técnicos e na afinação do carro para diferentes tipos de traçado, sobretudo nas pistas ovais de maior desgaste de pneus. A equipa está a preparar várias evoluções para o próximo Grande Prémio, que terá lugar em Darlington, numa das mais exigentes provas do calendário. O objetivo passa por garantir uma presença no top-10 e, idealmente, voltar a lutar pelo pódio, numa altura em que cada ponto pode fazer a diferença na qualificação para os playoffs. Logano sabe que não há margem para erros e que a pressão só vai aumentar, mas a experiência e a resiliência demonstradas ao longo da carreira deixam antever uma possível reviravolta.

À medida que o campeonato avança para a fase decisiva, todas as atenções estarão centradas na capacidade de resposta de Logano e da Penske. Os próximos Grandes Prémios serão cruciais para determinar se o piloto consegue inverter o ciclo negativo e relançar as suas aspirações ao título, ou se esta será, de facto, uma das épocas mais negras da sua carreira na NASCAR Cup Series.

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