Hadjar critica Mercedes e FIA após polémica com pódio de Gasly em Monaco

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O desfecho do Grande Prémio de Monte Carlo continua a gerar ondas de choque no paddock, com o pódio de Isack Hadjar em risco depois de a FIA ter aceite o pedido de revisão apresentado pela Alpine às penalizações de Pierre Gasly. O jovem francês da Red Bull, que celebrou o seu primeiro pódio na Fórmula 2 precisamente no mítico traçado do Principado, vê agora a sua conquista ameaçada por uma possível reclassificação de resultados—num cenário que está a agitar o ambiente na antecâmara do Grande Prémio de Barcelona.

Na classificação original da prova monegasca, Pierre Gasly, da Alpine, terminou no terceiro lugar, mas viria a ser relegado para sétimo devido a uma penalização de 10 segundos. Esta decisão abriu portas ao terceiro posto de Hadjar, que já sonhava com o sabor de um pódio num dos palcos mais emblemáticos do calendário. No entanto, com a revisão em curso, existe a possibilidade real de o francês perder o seu lugar nos três primeiros, com implicações directas no campeonato de pilotos e construtores da Fórmula 2. Hadjar terminou a corrida de Monte Carlo com um tempo apenas 2,8 segundos atrás do vencedor, enquanto a diferença para o quarto classificado se fixou em escassos 0,6 segundos—um retrato da intensidade e equilíbrio vividos naquela prova.

No contexto do campeonato, esta decisão poderá ser determinante para as aspirações de Hadjar e da Red Bull. Um resultado revisto pode não só retirar-lhe pontos preciosos na luta pelo título, como também afectar a moral e o ímpeto da equipa. Rivalidades históricas, como a que opõe a Red Bull à Mercedes, ganham novo fôlego, sobretudo depois das recentes declarações da FIA, que considerou provisoriamente a unidade motriz da Red Bull como a mais competitiva do pelotão—uma avaliação que muitos, incluindo Hadjar, questionam.

Na zona mista do circuito de Barcelona, Hadjar não escondeu a frustração perante os rumores sobre a possível perda do pódio. “Como me sinto por tê-lo deixado passar? Não o deixei passar, simplesmente não tinha potência suficiente para o manter atrás,” afirmou com orgulho o piloto número 6 da Red Bull. “É diferente. Se perdesse o terceiro lugar, seria uma pena para a minha história em Mónaco. Acho que teria sido simplesmente bonito assinar o meu contrato com a Red Bull em Mónaco depois de vencer a corrida e conquistar o meu primeiro pódio com a Red Bull precisamente ali. Parece-me que soa bem. O único lado negativo seriam os poucos pontos que me tiraram, o pódio que conquistei, as emoções.” Estas palavras, proferidas antes do início das actividades oficiais em Barcelona, reflectem a intensidade do momento vivido pelo jovem talento francês.

Questionado sobre a recente avaliação da FIA, que apontou a unidade motriz da Red Bull como a referência máxima da grelha, Hadjar foi taxativo: “Estive a verificar se tínhamos vencido as primeiras seis corridas do ano, mas não me parece que tenha sido assim,” atirou, numa clara alusão ao domínio alternado das equipas nas últimas provas. E acrescentou, cauteloso mas assertivo: “Por agora, é apenas uma avaliação provisória. Ainda não há nada oficial. Quando chegar o momento da decisão definitiva, veremos o que dirão.” Estas declarações, feitas no media-day do Grande Prémio de Barcelona, deixam claro que o ambiente entre Red Bull, Mercedes e FIA continua carregado de tensão e expectativa.

Com a próxima ronda do campeonato agendada para o Circuito da Catalunha, todas as atenções estarão centradas tanto na evolução deste caso como na resposta em pista. Uma eventual reversão dos resultados de Monte Carlo poderá baralhar as contas do campeonato, beneficiando pilotos e equipas que têm alternado nas posições cimeiras. Para Hadjar, o objectivo passa por manter o foco e continuar a somar pontos, independentemente das decisões nos bastidores. Para a Red Bull, além da luta pelo título, está em jogo o prestígio de se afirmar, não apenas como a referência em termos de performance, mas também de justiça desportiva. A próxima prova será, assim, palco de decisões dentro e fora da pista, onde cada décima e cada decisão administrativa podem pesar no desfecho da temporada.

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