Alpine consegue revisão das penalizações a Gasly no Grande Prémio do Mónaco

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Pierre Gasly viu o seu brilhante terceiro lugar no Grande Prémio do Mónaco ser transformado numa amarga sétima posição, devido a duas penalizações de cinco segundos por excesso de velocidade na via das boxes. No entanto, a Alpine não se resignou e conseguiu ultrapassar o primeiro obstáculo na luta pela justiça desportiva: os comissários da FIA aceitaram o pedido de Right of Review apresentado pela equipa francesa, abrindo assim a porta à reavaliação das penalizações que tanto custaram a Gasly.

Na prova disputada no emblemático circuito citadino do Mónaco, Gasly cruzou a linha de meta no terceiro posto, atrás apenas dos dois favoritos ao título. Contudo, a aplicação das duas penalizações, num total de dez segundos acrescidos ao seu tempo final, relegou o piloto da Alpine para a sétima posição da classificação. As decisões dos comissários foram fundamentadas em dados que indicavam excesso de velocidade no pitlane em dois momentos distintos durante a corrida. Este episódio ocorreu numa das provas mais estratégicas e exigentes do calendário da Fórmula 1, onde cada detalhe, segundo e posição podem ser decisivos para o desfecho do campeonato.

O impacto destas penalizações vai muito além da classificação isolada do Grande Prémio do Mónaco. Ao perder o pódio, Gasly e a Alpine deixaram escapar pontos preciosos numa temporada onde o equilíbrio entre equipas de meio da tabela é mais intenso do que nunca. Este retrocesso no resultado final pode revelar-se determinante nas contas do Campeonato do Mundo de Construtores, onde cada posição vale milhões e a reputação da equipa depende do desempenho consistente dos seus pilotos. O próprio Gasly sublinhou, após a corrida, a frustração sentida: “Senti que fiz tudo certo em pista. Estas penalizações são difíceis de aceitar, principalmente numa corrida tão exigente como o Mónaco”, afirmou o piloto francês, visivelmente desapontado.

Laurent Rossi, CEO da Alpine, reforçou a posição da equipa após o anúncio da aceitação do Right of Review por parte da FIA: “Acreditamos que existiram circunstâncias atenuantes que não foram devidamente consideradas. Temos novos elementos a apresentar e confiamos num desfecho justo para o Pierre e para a Alpine”, declarou, sublinhando a confiança na argumentação técnica e desportiva que a equipa pretende levar junto dos comissários. A decisão da FIA em aceitar o pedido da Alpine é, por si só, um reconhecimento de que existem fundamentos suficientes para reabrir o processo, algo raro e que demonstra a complexidade do caso.

Com esta reviravolta administrativa, as atenções do paddock voltam-se para o desfecho do dossiê, que poderá ainda alterar o resultado definitivo do Grande Prémio do Mónaco. Caso a revisão seja favorável à Alpine, Gasly poderá recuperar o pódio, um resultado crucial para a sua moral e para as aspirações da equipa francesa nesta época. Por outro lado, uma eventual manutenção das penalizações será um duro golpe para o piloto e para a estrutura de Enstone, que investiu fortemente na preparação para esta ronda icónica do campeonato.

A próxima ronda do Mundial de Fórmula 1 terá lugar no exigente Circuito de Barcelona-Catalunha, onde as actualizações técnicas das equipas prometem agitar ainda mais a luta pelo topo e pelo pelotão intermédio. Gasly encara a etapa espanhola determinado em recuperar pontos e mostrar que o seu ritmo em Mónaco não foi mero acaso. A Alpine, por sua vez, continua motivada em defender os seus interesses e garantir que os regulamentos são aplicados de forma justa e transparente. Nos bastidores, a luta jurídica e desportiva promete manter-se acesa, enquanto o campeonato entra numa fase crucial onde cada ponto conquistado ou perdido pode fazer toda a diferença na luta pelas melhores classificações finais.

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