Lando Norris sai em defesa da McLaren após decisão polémica no GP do Canadá: “Havia razões válidas”
No calor da corrida em Montreal, a McLaren viu-se confrontada com uma decisão estratégica que acabou por comprometer o desempenho de Lando Norris e Oscar Piastri no Grande Prémio do Canadá. A escolha de arrancar a corrida com pneus intermédios, numa pista que rapidamente secou, foi um tiro que saiu pela culatra, mas o piloto britânico não hesita em justificar a aposta da equipa.
Com uma chuva ligeira a cair antes da partida e temperaturas baixas, a McLaren optou por colocar ambos os seus pilotos em pneus intermédios, estratégia que parecia sensata após voltas de reconhecimento em condições escorregadias. No entanto, já na volta de formação, o asfalto estava a secar, enquanto a maioria dos concorrentes arrancava com pneus macios, mais indicados para a pista seca que se anunciava.
Apesar da situação, Norris arrancou forte, assumindo a liderança na primeira curva, mas a realidade depressa se fez sentir. O piloto britânico entrou para a box ao fim da segunda volta para trocar para pneus slicks, enquanto Piastri fez a sua paragem logo no final da primeira volta. Este erro estratégico acabou por anular as aspirações da McLaren a um lugar no pódio ou a uma forte pontuação, culminando numa recuperação de Norris que terminou prematuramente devido a um problema técnico no seu MCL40.
Reconhecendo a decisão errada, Norris mantém, porém, a confiança na equipa: “Provavelmente percebi que os intermédios não eram a melhor escolha já na volta de aquecimento. A chuva tinha praticamente parado, portanto, olhando para trás, foi a decisão errada,” afirmou o piloto em declarações exclusivas à imprensa, incluindo ao RacingNews365.
Ainda assim, o britânico sublinhou o mérito da equipa em manter-se firme na sua estratégia inicial: “Obviamente, os intermédios funcionaram bem durante uma volta e mantiveram-me fora de problemas, e muita coisa podia ter acontecido atrás, o que me teria feito parecer melhor. Mas, no final, não foi a decisão correta.”
Norris rejeitou ainda a ideia de que houve má gestão por parte da McLaren: “Não acredito que tenha sido uma má decisão. Havia razões válidas para fazermos o que fizemos. Estou satisfeito por termos tentado algo e ter-mos mantido firmes nessa decisão. Nem sempre corre bem — faz parte do processo. Aceitamos e aprendemos com isto.”
Esta análise de Norris lança luz sobre as complexidades da estratégia na Fórmula 1, onde o equilíbrio entre risco e recompensa é muitas vezes ténue e decisivo. Para a McLaren, fica o desafio de aprender com este revés e ajustar as suas decisões para futuras corridas, garantindo que apostas arriscadas não se transformem em derrotas antecipadas.




