Alex Palou viu a sua prestação na emblemática Indy 500 manchada por uma penalização técnica que abala a sua classificação e a equipa Chip Ganassi. Apesar de ter cruzado a linha de meta num impressionante sétimo lugar, a menos de um segundo do vencedor Felix Rosenqvist, Palou e o seu #10 Ganassi foram penalizados com a perda de cinco pontos no campeonato devido a uma irregularidade na medição da asa dianteira do seu carro.
A corrida ficou marcada por um final de cortar a respiração, com Rosenqvist a vencer num fotofinish histórico, apenas 0,0233 segundos à frente de David Malukas, num duelo decidido após uma volta extra provocada por uma bandeira vermelha tardia. No entanto, a alegria dos protagonistas foi mitigada pelo escrutínio técnico pós-corrida que detetou que a asa dianteira de Palou não cumpria os limites mínimos regulamentares de altura, fixados em 8,3000 polegadas, independentemente do ângulo de ajuste.
Fonte da equipa revelou que esta infração veio de um “erro de montagem e não de uma modificação intencional”, o que poupou o piloto espanhol, vencedor da Indy 500 em 2023, à desqualificação ou penalização de tempo na corrida. Contudo, a penalização aplicada foi severa: além da dedução de cinco pontos no campeonato, a Chip Ganassi recebeu uma multa de 10.000 dólares.
Este episódio coloca Palou num cenário delicado na luta pelo título da IndyCar, onde cada ponto conta, e reforça a importância da precisão técnica e do rigor nas operações de pit-stop e montagem, mesmo para equipas de topo como a Ganassi. Com a temporada a avançar, o espanhol terá de recuperar terreno e provar que, fora das questões técnicas, continua a ser um dos pilotos mais fortes e consistentes da grelha.




