Aston Martin viveu um fim de semana de pesadelo no Grande Prémio do Canadá, marcado por incidentes que culminaram num abandono inesperada e inusitada de Fernando Alonso. O piloto espanhol viu-se obrigado a abandonar a corrida por uma causa pouco comum: um problema com o banco do seu AMR26, revelou a equipa sediada em Silverstone.
A desgraça começou logo na qualificação sprint, onde Alonso sofreu um acidente que complicou ainda mais a jornada da equipa. O seu colega de equipa, Lance Stroll, não teve melhor sorte: com uma avaria na suspensão, foi forçado a partir do sprint a partir da box, depois de alinhar no grid. As dificuldades continuaram na qualificação para o Grande Prémio, onde a Aston Martin foi multada em 5.000 euros por uma largada insegura de Alonso e em mais 7.500 euros devido à saída do carro de Stroll da garagem em posição perigosa.
Perante estes contratempos, a equipa optou por uma jogada estratégica para o Grande Prémio: Stroll arrancou da box, após a substituição de componentes da unidade motriz e alterações no set-up do seu carro, mesmo sob condições de parc fermé. Contudo, a sorte voltou a virar costas a Alonso. Cerca de um terço da corrida decorrida, a Aston Martin anunciou a retirada do bicampeão do mundo, alegando um problema com o banco do seu monolugar — uma falha invulgar que não é comum de ver na Formula 1, mas que acabou por inviabilizar a continuidade do piloto na prova.
Este episódio doloroso evidencia a fragilidade da equipa num circuito onde nada correu como esperado, colocando em evidência a necessidade urgente de melhorias técnicas e operacionais para evitar episódios semelhantes. Para Fernando Alonso, que vinha com ambições de pontuar e consolidar a sua campanha, esta retirada inesperada é um duro golpe, mas também um alerta para a exigência máxima que a Fórmula 1 impõe às equipas e pilotos. A Aston Martin terá de reagir rápido para não perder terreno numa temporada já bastante turbulenta.




