Max Verstappen exige investigação à Red Bull após dificuldades na pista

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Max Verstappen revelou os bastidores de uma luta titânica ao volante do seu RB22 durante a qualificação sprint no Grande Prémio do Canadá, deixando claro que o seu máximo esforço não foi suficiente para domar um carro que lhe escapava das mãos. O tetracampeão mundial não escondeu a frustração pela dificuldade em manter o controlo do carro, especialmente numa pista cheia de irregularidades que tornaram o equilíbrio traseiro do seu Red Bull um autêntico pesadelo.

Durante a sessão, Verstappen foi ouvido na rádio da equipa a expressar a sua inquietação pela falta de estabilidade: “Não estou surpreendido, simplesmente o meu feeling no carro não estava nada bom,” confessou o piloto holandês. “Estava a lutar imenso só com o comportamento do carro, em especial nas zonas com lombas, onde não conseguia sequer pressionar os pedais com firmeza.” A situação era tão extrema que Verstappen descreveu que até os seus pés “chegavam a sair dos pedais”, tornando a consistência uma missão praticamente impossível.

Esta incerteza quase o deixou fora do top-10 para a luta final da qualificação, mas o piloto da Red Bull conseguiu, por um fio, ultrapassar a SQ2 e garantir o quinto lugar na grelha para a corrida sprint de sábado. Ainda assim, a satisfação ficou longe de ser alcançada. Verstappen pediu à equipa uma investigação aprofundada para encontrar rapidamente uma solução que lhe devolva a confiança ao volante: “Isto é algo que precisamos de analisar com urgência.”

O problema agrava-se porque, devido às rígidas regras de parc fermé, as equipas estão impedidas de fazer quaisquer alterações à configuração do carro entre a qualificação sprint e a corrida principal. Assim, o holandês terá de suportar este desconforto até que seja possível ajustar o carro depois do curto sprint. Verstappen mantém a esperança de que a configuração para a qualificação tradicional ofereça um comportamento mais equilibrado e manejável do RB22: “Não foi nada fácil. Vamos ter de lidar com isto para o sprint, mas há outras coisas para perceber, e espero que isso melhore para a qualificação.”

Esta revelação de Verstappen lança uma luz sobre os desafios técnicos que a Red Bull enfrenta com o seu monolugar nesta fase da temporada, especialmente em circuitos exigentes como Montreal. A pressão está agora sobre a equipa para decifrar o enigma e devolver ao seu piloto principal a estabilidade necessária para lutar pela vitória, numa altura em que cada décima conta para o título mundial. A corrida sprint promete ser uma batalha intensa, mas a verdadeira guerra será nos bastidores, onde a engenharia da Red Bull terá de dar resposta às queixas do seu campeão.

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