Sábado, 24 de Outubro de 2026 F1 em directo
AutoGear AutoGear
Notícias

Com vidro de 0,1 mm, o Audi Q9 estreia OLED curvos

Publicado a 24 de Outubro de 2026, 12h25  ·  5 min de leitura

O Audi Q9 estreia painéis OLED (díodos orgânicos emissores de luz) digitais tridimensionalmente curvos, com 512 segmentos distribuídos por 6 painéis, numa tecnologia apresentada pela Audi a 23 de outubro. A curvatura melhora a visibilidade lateral dos farolins e permite novas assinaturas luminosas.

O essencial

  • O vidro de suporte dos painéis OLED curvos tem 0,1 mm de espessura.
  • Os farolins podem apresentar símbolos de aviso de acidentes ou avarias.
  • O módulo dos faróis dianteiros reúne 25.600 micro-LED em cerca de 13 mm de largura.

Os farolins do Audi Q9 acompanham a curvatura da carroçaria com vidro quase tão fino como um cabelo.

Segundo o AutoGear apurou, o Q9 é o primeiro automóvel de produção com painéis OLED digitais curvos em 3 dimensões, segundo a Audi.

O vidro de suporte tem apenas 0,1 mm de espessura e permite uma curvatura até um raio de 200 mm. Os painéis nas extremidades dos farolins melhoram a visibilidade a partir de ângulos laterais mais abertos, afirma a marca.

Audi Q9 com 512 segmentos

O Audi Q9 e a tecnologia OLED digital curva, numa fotografia oficial da Audi.
O Audi Q9 e a tecnologia OLED digital curva, numa fotografia oficial da Audi.

A terceira geração desta tecnologia distribui 512 segmentos por 6 painéis. O painel exterior curvo tem 99 segmentos, o intermédio 84 e o interior 73, sendo o exterior o maior OLED usado pela Audi num automóvel de produção.

Segundo a marca, existem até 8 assinaturas luminosas digitais à frente e atrás, com apresentações estáticas, ativas e, pela primeira vez, semiativas. As superfícies luminosas permitem efeitos tridimensionais, sobretudo à noite, enquanto os símbolos integrados nos farolins podem avisar outros condutores de acidentes ou avarias.

Mais do que decoração

A Audi afirma ter validado os painéis curvos segundo requisitos de durabilidade, uniformidade e contraste para utilização automóvel.

A ambição da Audi, explica Stefan Berlitz, responsável pelo desenvolvimento de iluminação da marca, é esta. “Our vision is to gradually transform light into an intelligent means of communication that makes interaction between the vehicle and its surroundings even safer and more intuitive.”

Piscas projetados na estrada

À frente, os faróis Digital Matrix LED utilizam um módulo com cerca de 13 mm de largura e 25.600 micro-LED, cada um com aproximadamente 40 micrómetros. Segundo a Audi, esta solução projeta imagens de alta resolução à noite e ajusta a distribuição da luz com precisão, incluindo com mau tempo.

O pisca avançado, estreado no Q7, projeta um sinal dinâmico estilizado na estrada durante mudanças de direção ou de faixa noturnas. O objetivo é antecipar essas intenções a peões, ciclistas e outros utilizadores.

Luz para orientar o condutor

As funções incluem iluminação da faixa com luzes de orientação, orientação em estradas rurais e iluminação da faixa com projeção dos piscas em autoestrada. Além dos médios, o sistema ilumina a faixa utilizada e projeta referências que indicam a posição do automóvel.

Em zonas estreitas com obras, pode desligar a iluminação da faixa e privilegiar as referências de orientação para ajudar a manter o automóvel centrado. A Audi ressalva que estas funções apoiam o condutor dentro dos limites do sistema.

Uma década de evolução

A imagem reúne farolins OLED digitais do Audi TT RS, A8, A6, Q6 e-tron, Q7 e Q9; não mostra apenas o Q9.
A imagem reúne farolins OLED digitais do Audi TT RS, A8, A6, Q6 e-tron, Q7 e Q9; não mostra apenas o Q9.

A história começou no TT RS, em 2016, com a estreia dos díodos orgânicos emissores de luz, ou OLED, nos farolins de produção. Em 2020, o Q5 introduziu segmentos controláveis individualmente e assinaturas personalizáveis, numa primeira geração digital também aplicada ao A8.

O Q6 e-tron estreou a segunda geração em 2024, com 10 vezes mais segmentos e avisos de avaria, travagem de emergência ou acidente. A geração chegou também aos A5, A6, A6 e-tron e Q5, incluindo a indicação de proximidade estreada no Q5, que acende todos os segmentos quando alguém se aproxima do automóvel parado.

Como funciona um OLED?

A tecnologia OLED num modelo de design da Audi; não é o Audi Q9.
A tecnologia OLED num modelo de design da Audi; não é o Audi Q9.

Segundo a Audi, camadas de moléculas orgânicas emitem luz quando recebem tensão elétrica, em vez da estrutura cristalina inorgânica dos LED convencionais. Nos farolins, produzem vermelho intenso, com segmentos reguláveis individualmente e de forma contínua.

A ligação digital à unidade de controlo por uma rede de comunicação substitui cabos separados por função e permite mais funcionalidades. O elemento luminoso tem apenas 1 mm de espessura, elevado contraste, uniformidade e intervalos mínimos entre segmentos.

Ao contrário destes farolins, os ecrãs OLED dos telemóveis reproduzem qualquer cor, mas não atingem a luminosidade legalmente exigida para luzes traseiras ou de travagem. A terceira geração chega às gamas Q9 e Q7 em 2026, mas a estreia dos painéis curvos pertence ao Q9.

Leia também

Perguntas e respostas

O Audi Q9 estreia painéis OLED curvos nos farolins?

Sim. Segundo a Audi, é o primeiro automóvel de produção com painéis OLED digitais curvos em 3 dimensões. A terceira geração desta tecnologia distribui 512 segmentos por 6 painéis.

Para que servem os símbolos nos farolins?

Os símbolos integrados nos farolins podem avisar outros condutores de acidentes ou avarias. Os painéis nas extremidades também melhoram a visibilidade a partir de ângulos laterais mais abertos.

O Audi Q9 projeta os piscas na estrada?

O pisca avançado projeta um sinal dinâmico estilizado na estrada durante mudanças de direção ou de faixa noturnas. O objetivo é antecipar essas intenções a peões, ciclistas e outros utilizadores.

"À procura do próximo carro? Espreita as oportunidades disponíveis na Carmine.pt"

Guilherme Portela

AutoGear  ·  24 artigos

Não segue um campeonato só. Salta das Superbike para os ralis e da IndyCar para o motocross, à procura do que liga as motos e os automóveis: os pilotos que mudam de disciplina, a tecnologia partilhada, as tendências que atravessam todo o desporto motorizado. Os fins de semana passa-os, basicamente, em frente à televisão.

Colaborador do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.

Leia também

Mais em Notícias →

O essencial do
automóvel, cada manhã.

Uma newsletter diária com o que interessa mesmo: ensaios, mercado nacional e o desporto motorizado, sem ruído.