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Um modelo só para explicar 2 letras. A ideia para os Kia GT

Publicado a 21 de Outubro de 2026, 10h10  ·  Atualizado a 21 de Outubro de 2026, 12h12  ·  4 min de leitura

A Kia GT pode vir a ter um modelo dedicado para definir o que a sigla significa para a marca. Manfred Harrer prefere começar por essa ideia antes de discutir um patamar de desempenho superior, sem confirmar qualquer projeto.

O essencial

  • Manfred Harrer prefere discutir um modelo dedicado antes de um patamar de desempenho superior.
  • Todos os modelos GT têm agora mudanças de velocidade simuladas pelo sistema Virtual Gear Shift.
  • Os GT destinados ao mercado europeu são elétricos e têm tração integral.

O futuro da Kia GT pode passar por um modelo próprio, antes de versões ainda mais radicais. Em declarações à Autocar, Manfred Harrer, responsável de investigação e desenvolvimento do grupo Hyundai, mostrou preferência por discutir primeiro esse caminho.

Harrer admite interesse num patamar superior de desempenho, mas prefere começar por um modelo que represente a identidade GT. Essa preferência, segundo o AutoGear apurou, não é uma confirmação de que a Kia esteja a desenvolver um modelo dedicado. “But I'm more [minded] to first talk about a dedicated model showing what GT stands for.”

Kia GT sem extremismos

Não é o modelo dedicado em discussão; mostra o Kia EV6 GT, numa fotografia da galeria oficial da Kia.
Não é o modelo dedicado em discussão; mostra o Kia EV6 GT, numa fotografia da galeria oficial da Kia.

A possibilidade de um Stinger elétrico surge como hipótese levantada pela Autocar, não como um anúncio de Harrer. O responsável, com passagem pela Porsche e pela BMW, também reorganizou a equipa Hyundai N para alargar a aplicação dos seus conhecimentos a outras gamas.

Essa partilha ajuda a explicar a proximidade técnica entre as 2 divisões desportivas. Segundo Harrer, os engenheiros trabalham por plataforma, não por marca; a equipa responsável pela suspensão e distribuição de binário do EV6 GT também trabalhou no Ioniq 5 N.

A personalidade pretendida é diferente. Enquanto a Hyundai N explora soluções mais exuberantes, Harrer descreve os EV3 GT e EV4 GT como desportivos cujo desempenho deve ser fácil de aproveitar no dia a dia.

Mudanças virtuais

Não é o modelo dedicado em discussão; mostra o Kia EV6 GT, numa fotografia da galeria oficial da Kia.
Não é o modelo dedicado em discussão; mostra o Kia EV6 GT, numa fotografia da galeria oficial da Kia.

Todos os modelos GT têm agora o sistema Virtual Gear Shift, que simula mudanças de velocidade. Para Harrer, estas tecnologias amplificam a experiência de condução, em vez de a substituírem.

“We see these technologies as an amplifier, not a substitute, for the driving experience”, afirma o responsável. Na sua explicação, as mudanças virtuais servem como referências para ajudar o condutor a gerir a potência disponível.

A Autocar descreve uma orientação assente em conforto, suspensão bem controlada e pormenores visuais discretos. A Kia não procura enfrentar modelos como o Mercedes-AMG A45 e mostra reservas em adotar diferenciais autoblocantes, presentes no Abarth 600e e noutros elétricos desportivos da Stellantis.

Potência na gama GT

Não é o modelo dedicado em discussão; mostra o Kia EV6 GT, numa fotografia da galeria oficial da Kia.
Não é o modelo dedicado em discussão; mostra o Kia EV6 GT, numa fotografia da galeria oficial da Kia.

Os números citados pela Autocar mostram a amplitude da gama. O EV6 GT chega a cerca de 478 kW (650 cv), enquanto o EV9 GT tem aproximadamente 374 kW (509 cv).

Mais abaixo, o EV5 GT, apresentado como rival do Skoda Enyaq vRS, dispõe de cerca de 225 kW (306 cv). Os EV3 GT e EV4 GT ficam pelos 213 kW (290 cv), valores que o artigo considera mais representativos da filosofia quotidiana da divisão.

Do Proceed ao Stinger

A história começou em 2013, com o Proceed GT, e já soma 10 variantes em pouco mais de uma década. Segundo a Autocar, a Volkswagen demorou 42 anos a atingir esse número com os GTI, e a BMW precisou de 25 anos com a divisão M.

Em 2017, o Optima GT beneficiou da supervisão de Albert Biermann, antigo responsável da BMW M. Nesse mesmo ano, o Stinger GT S marcou outra etapa, com um V6 de cerca de 370 cv e tração traseira.

O Stinger continua a ser o único GT exclusivamente de tração traseira, segundo a publicação. O K5 GT, ainda vendido em alguns mercados, tem tração dianteira; no EV6 GT, é preciso selecionar o modo Drift para enviar a potência apenas às rodas traseiras.

Atualmente, os GT destinados ao mercado europeu são todos elétricos e de tração integral. Harrer prefere, para já, discutir um modelo dedicado que mostre o que significa GT antes de falar de um patamar de desempenho superior.

Leia também

Perguntas e respostas

Kia GT pode ter modelo próprio antes de versões mais radicais?

Manfred Harrer mostrou preferência por discutir primeiro um modelo que represente a identidade GT. O responsável também admite interesse num patamar superior de desempenho.

O regresso do Kia Stinger como elétrico está anunciado?

A possibilidade de um Stinger elétrico surge como hipótese levantada pela Autocar. Não é um anúncio de Harrer.

O que faz o Virtual Gear Shift dos Kia GT?

O sistema simula mudanças de velocidade e está presente em todos os modelos GT. Segundo Harrer, essas mudanças servem como referências para ajudar o condutor a gerir a potência disponível.

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Ficha técnica

Motor
Elétrico
Potencia EV6 GT
478 kW (650 cv)
Potencia EV9 GT
374 kW (509 cv)
Potencia EV5 GT
225 kW (306 cv)
Potencia EV3/EV4 GT
213 kW (290 cv)
Transmissao
Tração integral (modelos europeus)
Equipamento
Sistema Virtual Gear Shift

Redação

AutoGear  ·  3454 artigos

Assinatura colectiva da redação do AutoGear. Assina os textos dos colaboradores da casa, Pedro Albuquerque, Diogo Mota e Vasco Santos, e o acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel, produzido com apoio de ferramentas automáticas.

A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.

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