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Isuzu D-Max ganha novo motor de 2,2 litros e reforça a oferta do modelo em Portugal

Publicado a 26 de Agosto de 2026, 14h00  ·  Atualizado a 7 de Setembro de 2026, 13h34  ·  5 min de leitura

A Isuzu D-Max chega ao mercado português para 2026 com mais força, novas transmissões e uma imagem renovada. A principal novidade está debaixo do capô, com a introdução de um novo motor Diesel de 2,2 litros e 164 CV, que substitui o anterior bloco 1.9.

Apesar de manter a potência máxima, o novo motor aumenta o binário de 360 para 400 Nm, disponível entre as 1600 e as 2400 rpm. A Isuzu promete assim uma resposta mais rápida e uma utilização mais fácil, sobretudo quando a pick-up é chamada a transportar carga, rebocar ou enfrentar terrenos mais exigentes.

Outro dos pontos interessantes é que este aumento de desempenho não implica, segundo a marca, um agravamento dos consumos ou das emissões de CO₂ face ao anterior motor 1.9.

Mais binário desde baixas rotações

Uma das principais diferenças está na forma como o novo motor entrega a força. Às 1000 rpm, o 2.2 litros já disponibiliza 255 Nm, quando o anterior 1.9 ficava pelos 160 Nm. Na prática, a diferença deverá fazer-se sentir sobretudo em situações como arranques com carga, subidas, manobras ou condução fora de estrada.

A Isuzu introduziu várias alterações mecânicas neste motor, incluindo um novo bloco, cambota, pistões e bielas. O sistema de pós-tratamento dos gases de escape também foi revisto e existe um novo turbocompressor VGS elétrico.

O objetivo passa por conseguir uma resposta mais rápida, melhorar a eficiência da combustão e manter a robustez necessária para uma pick-up pensada também para utilização profissional.

Nova caixa automática de oito velocidades

A chegada do novo motor é acompanhada por mudanças importantes na transmissão. A D-Max passa a poder contar com uma caixa automática Aisin de oito velocidades, desenvolvida para trabalhar em conjunto com o novo 2.2. Ao mesmo tempo, regressa à gama a caixa manual Isuzu de seis velocidades.

A transmissão automática oferece uma gama de relações mais ampla e promete mudanças mais rápidas e suaves, enquanto a caixa manual foi afinada para aproveitar o aumento de binário do motor.

Em autoestrada, a sexta relação permite também reduzir o regime do motor, contribuindo para maior conforto e eficiência.

Até 3,5 toneladas de capacidade de reboque

A vocação profissional continua bem presente na D-Max. A pick-up apresenta um peso bruto de 3100 kg, uma carga útil que pode chegar aos 1135 kg e uma capacidade máxima de reboque de 3500 kg.

O peso máximo combinado é de 6000 kg, valores que colocam a D-Max como uma opção destinada a quem precisa de transportar carga, rebocar equipamento ou trabalhar em condições mais exigentes.

Fora de estrada, a capacidade de passagem a vau chega aos 800 milímetros, enquanto os ângulos de ataque, ventral e de saída são de 30,5, 22,9 e 24,2 graus, respetivamente.

Visual mais robusto

A Isuzu aproveitou a atualização para dar à D-Max uma imagem mais musculada. A dianteira recebe uma nova grelha, óticas redesenhadas, entradas de ar de aspeto mais desportivo e novos faróis de nevoeiro de maiores dimensões. A gama conta ainda com novos desenhos de jantes e estribos.

Na traseira, as alterações passam pelas óticas, para-choques e puxador de abertura do portão da caixa de carga.

O interior também foi revisto, com novos padrões de revestimento e uma combinação de tons preto e cinza-escuro. Entre o equipamento disponível encontram-se um painel de instrumentos LCD de 7 polegadas, volante multifunções, sistema Passive Entry Start e quatro câmaras que permitem obter uma visão de 360 graus em redor da pick-up.

Mais tecnologia de segurança

A D-Max 2026 recebe também novos sistemas de segurança e conectividade. Um dos destaques é o Driver Monitoring System, que utiliza uma câmara para acompanhar o nível de atenção do condutor. A pick-up passa ainda a contar com 4G e-Call, um sistema capaz de enviar automaticamente um alerta de emergência em determinadas situações, como um acidente com acionamento dos airbags, ou quando o botão SOS é pressionado.

A nova D-Max cumpre as normas Euro 6e-bis e incorpora as atualizações relacionadas com a regulamentação europeia GSR III.

Cabina simples, longa ou dupla

A gama portuguesa mantém uma oferta bastante ampla, com versões 4×2 e 4×4, três tipos de cabina e diferentes níveis de equipamento. A cabina simples pode ser configurada em 4×2 ou 4×4, enquanto a cabina longa está disponível em versões 4×4. Já a cabina dupla oferece maior variedade, incluindo configurações 4×2 e 4×4, com três ou cinco lugares. A gama divide-se essencialmente entre as orientações Trabalho e Lazer, permitindo adaptar a D-Max a diferentes tipos de utilização.

Há ainda uma versão especial V-Cross, limitada a apenas 20 unidades. Baseada na D-Max de cabina dupla 4×4 LSE, esta edição acrescenta vários elementos destinados a reforçar a imagem e capacidade fora de estrada, incluindo roll top, sailplane, bedliner, pneus BF Goodrich, abas de rodas e vários detalhes específicos V-Cross.

Preços a partir dos 33.188 euros

A nova Isuzu D-Max 2026 já tem preços definidos para Portugal. A gama começa nos 33.188 euros + IVA, para a versão de cabina simples de dois lugares. A cabina longa de três lugares tem um preço inicial de 36.908 euros + IVA, enquanto a cabina dupla de três ou cinco lugares começa nos 38.508 euros + IVA. Todas as versões beneficiam de uma garantia de cinco anos ou 100.000 quilómetros.

Com o novo motor 2.2, novas transmissões e uma gama que continua a abranger desde versões de trabalho até configurações mais orientadas para o lazer, a D-Max procura reforçar uma das características que mais importa neste segmento: a capacidade de fazer frente ao trabalho pesado sem abdicar da utilização diária.

Ricardo Carvalho

AutoGear  ·  454 artigos

Jornalista de automóveis, especializado em testes. É diretor da revista Comerciais & Pesados e o membro português do júri do International Truck of the Year. Editor dos sites da Revista Carros e Motores e da Revista Motos, e colaborador permanente do Jornal das Oficinas e da Revista dos Pneus, publicações de referência no pós-venda automóvel. Formado pela Universidade Autónoma de Lisboa. No AutoGear escreve sobre mercado, novidades e mobilidade elétrica.

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