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Toyota, plataforma compacta para híbridos e elétricos

Publicado a 17 de Outubro de 2026, 12h19  ·  4 min de leitura

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A nova plataforma Toyota está a ser desenvolvida para receber 3 tipos de motorização, híbrida, híbrida plug-in e elétrica.
Motores mais baixos, baterias mais finas e unidades elétricas compactas deverão permitir baixar o tejadilho sem sacrificar demasiado espaço interior.

O essencial

  • A base em desenvolvimento deverá permitir berlinas, SUV e monovolumes.
  • A Toyota aponta para baterias cerca de 20% mais baixas, destinadas a preservar espaço interior.
  • A nova geração híbrida está prevista para cerca de 2030.

A Toyota quer deixar a escolha da motorização em aberto durante mais tempo.
Segundo a auto motor und sport, a marca está a desenvolver uma arquitetura para compactos que poderá receber sistemas híbridos, híbridos plug-in e propulsão exclusivamente elétrica.

A mesma base deverá servir berlinas, SUV e monovolumes, segundo o AutoGear apurou.
Hiroki Nakajima, responsável pelo desenvolvimento da Toyota, expôs o projeto a jornalistas na sede europeia da marca, em Bruxelas.

Nova plataforma Toyota

A explicação da Toyota está na procura, que muda consoante a região e o ano.
A marca pretende adaptar a produção às oscilações entre elétricos e híbridos plug-in, em vez de depender tanto de uma previsão de vendas.

Para isso, os engenheiros trabalham na altura de 3 componentes, o motor de combustão, a unidade de propulsão elétrica e a bateria.
Segundo a Toyota, reduzir o espaço ocupado por estes elementos permitirá criar automóveis mais baixos, com melhor aerodinâmica, em benefício do consumo e da autonomia.

A revista admite que esta compactação poderá aproximar segmentos hoje assentes em plataformas distintas.
Yaris e Corolla poderiam partilhar uma plataforma, além da arquitetura Toyota New Global Architecture (TNGA), hipótese que o artigo distingue da motorização elétrica já prevista para o novo Corolla.

Motores menores, potência semelhante

Motor Toyota de 1,5 litros e 4 cilindros em desenvolvimento, apresentado em 2024.
Motor Toyota de 1,5 litros e 4 cilindros em desenvolvimento, apresentado em 2024.

Nos motores de combustão, a Toyota desenvolve um novo 4 cilindros de 1,5 litros, atmosférico e turbo, acompanhado por um 2,0 litros turbo para versões mais potentes.
Apresentados em maio de 2024 como motores destinados a automóveis eletrificados, recorrem a um curso dos pistões mais curto para reduzir a altura.

Segundo a marca, o objetivo é manter pelo menos os níveis atuais de consumo e emissões, com potência semelhante apesar da menor cilindrada.
O sistema híbrido também será mais compacto do que o utilizado no atual RAV4.

O 1,5 litros atmosférico poderá assumir funções hoje desempenhadas por motores entre 1,5 e 2,0 litros, enquanto o turbo poderá substituir unidades de 2,5 litros.
A redução de variantes promete simplificar o fabrico e a homologação, mas Nakajima reconhece que o novo 4 cilindros pesa ligeiramente mais do que o atual 1,5 litros de 3 cilindros.

Bateria cerca de 20% mais baixa

Na componente elétrica, a Toyota desenvolve unidades de propulsão mais compactas e muda as ligações das células prismáticas de iões de lítio do topo para as laterais.
A marca aponta para uma redução de cerca de 20% na altura da bateria e uma melhoria de aproximadamente 20% no aproveitamento do espaço.

Esta alteração não significa mais capacidade ou autonomia por si só.
Segundo a explicação apresentada, permite preservar espaço entre o piso, os bancos e o tejadilho, mesmo com uma carroçaria mais baixa, algo que deverá beneficiar particularmente o novo Corolla.

Uma base, diferentes exigências

A revista distingue esta estratégia da seguida pela BMW, cujos novos iX3 e i3 utilizam uma arquitetura específica para elétricos.
O novo Série 3 mantém uma evolução da plataforma CLAR, enquanto a Toyota pretende reunir mais motorizações numa base comum.

Na análise da revista, essa solução poderá ajudar a Toyota a repartir maiores volumes de produção pela mesma plataforma quando a procura mudar.
Em contrapartida, a arquitetura terá de conciliar as exigências distintas de cada motorização.

Híbridos apontados a 2030

Nakajima explicou à revista que o investimento na atual tecnologia de baterias precisa primeiro de ser recuperado.
Embora tenha confirmado as baterias de estado sólido para 2027, a sua utilização nos compactos terá de esperar.

O responsável pelo desenvolvimento da Toyota apontou a chegada da nova geração híbrida para cerca de 2030.
Nakajima não confirmou se a bateria mais baixa chegará nessa altura.

Leia também

Perguntas e respostas

A Toyota prepara plataforma para 3 motorizações com menos altura?

A Toyota está a desenvolver uma arquitetura para compactos que poderá receber sistemas híbridos, híbridos plug-in e propulsão exclusivamente elétrica.
A mesma base deverá servir berlinas, SUV e monovolumes.

A bateria mais fina aumenta a autonomia?

Esta alteração não significa mais capacidade ou autonomia por si só.
Permite preservar espaço entre o piso, os bancos e o tejadilho, mesmo com uma carroçaria mais baixa.

Quando chega a nova geração híbrida da Toyota?

O responsável pelo desenvolvimento da Toyota apontou a chegada da nova geração híbrida para cerca de 2030.

Ficha técnica

Motor gasolina
1,5 litros 4 cilindros atmosférico e turbo
Motor gasolina alternativo
2,0 litros turbo
Redução altura bateria
Cerca de 20%
Melhoria aproveitamento espaço
Aproximadamente 20%
Previsão chegada híbridos
Cerca de 2030

João Bettencourt Fernandes

AutoGear  ·  46 artigos

Para ele, uma corrida nunca é só uma corrida. Segue as motos e os automóveis a pensar no que um resultado vai querer dizer três provas depois, nas rivalidades que fazem uma época e na história que dá peso a cada vitória. Além disso, gosta de passar tempo na oficina a montar e desmontar motores. É o que se chama um verdadeiro apaixonado.

Colaborador do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.

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