Novo Mercedes GLA já está a ser produzido. Elétrico chega primeiro e híbrido vem em 2027
O essencial
- O novo GLA é produzido em Rastatt, na Alemanha, com versões elétrica e híbrida.
- A versão elétrica oferece até 657 km de autonomia e carregamento de 10 a 80% em 22 minutos.
- O GLA elétrico atinge até 354 CV com tração integral, enquanto a versão híbrida chega em 2027.
A Mercedes já começou a produzir o novo GLA na Alemanha e prepara a chegada do SUV compacto aos concessionários europeus. Primeiro chega o elétrico, com até 657 km de autonomia, e em 2027 será acompanhado por versões híbridas.
Produzido em Rastatt, o novo GLA representa uma mudança importante na estratégia da Mercedes. A marca passa a concentrar sob a mesma designação as versões elétricas e eletrificadas que anteriormente estavam divididas entre o GLA e o EQA.
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O novo modelo utiliza a plataforma MMA, a mesma dos novos CLA e GLB, e aposta numa arquitetura elétrica de 800 volts. Nas versões mais potentes, a bateria de 85 kWh pode receber até 320 kW de potência, permitindo recuperar de 10 a 80% em apenas 22 minutos.
Mais impressionante é a capacidade de recuperar até 270 km de autonomia em apenas 10 minutos de carregamento.
Até 354 CV e tração integral
Até 354 CV e tração integral
A gama elétrica começa com o GLA 250+, equipado com um motor de 200 kW, equivalente a 272 CV, e tração dianteira. No topo surge o GLA 350 4MATIC, com 260 kW, ou 354 CV, e tração integral.
São estas as versões que já estão em produção e que deverão começar a chegar aos concessionários em novembro.

Haverá ainda um GLA 200 de entrada, equipado com uma bateria LFP de 58 kWh e carregamento até 200 kW. A tecnologia de carregamento é menos sofisticada, mas permite igualmente recuperar de 10 a 80% em pouco mais de 20 minutos.
E o GLA híbrido chega depois
E o GLA híbrido chega depois
A grande novidade é que o GLA não será exclusivamente elétrico. A Mercedes vai manter uma alternativa híbrida, com chegada prevista para 2027.
As versões GLA 220 e GLA 220 4MATIC recorrem a um motor 1.5 turbo de quatro cilindros associado a um sistema elétrico integrado numa caixa automática de dupla embraiagem de oito velocidades. As potências anunciadas são de 163 e 190 CV, respetivamente.
A estratégia permite à Mercedes atacar o segmento com duas soluções distintas: um GLA elétrico para quem procura maior autonomia e carregamento rápido, e versões híbridas para quem ainda não quer depender exclusivamente da infraestrutura de carregamento.
Um GLA muito mais tecnológico
Um GLA muito mais tecnológico
Visualmente, o novo GLA rompe com o modelo anterior. A carroçaria é mais baixa, a distância entre eixos cresceu e a frente adota a nova identidade da Mercedes, incluindo a característica grelha iluminada.
Mas é no interior que está uma das maiores mudanças. O SUV pode receber o enorme MBUX Superscreen, com dois ou três ecrãs, e é também um dos primeiros modelos da marca a utilizar de origem o novo sistema operativo MB.OS.
A Mercedes está, portanto, a transformar o GLA num dos seus modelos mais importantes para a nova era digital e elétrica. Primeiro chega o elétrico, mas a marca não fecha a porta aos motores híbridos — pelo contrário, prepara-se para manter as duas opções na mesma gama.
Ficha técnica
- Motor
- Motor elétrico (250+) ou 1.5 turbo 4-cilindros (híbrido)
- Potencia
- 200 kW (272 CV) a 260 kW (354 CV) - elétrico; 163 a 190 CV - híbrido
- Autonomia
- Até 657 km (versão elétrica)
- Bateria
- 58 kWh (LFP) ou 85 kWh
- Carregamento
- 10 a 80% em 22 minutos; até 270 km em 10 minutos
- Transmissao
- Tração dianteira ou integral (elétrico); caixa automática dupla embraiagem 8 velocidades (híbrido)
- Producao
- Rastatt, Alemanha - novembro em diante (elétrico); 2027 (híbrido)
AutoGear · 459 artigos
Jornalista de automóveis, especializado em testes. É diretor da revista Comerciais & Pesados e o membro português do júri do International Truck of the Year. Editor dos sites da Revista Carros e Motores e da Revista Motos, e colaborador permanente do Jornal das Oficinas e da Revista dos Pneus, publicações de referência no pós-venda automóvel. Formado pela Universidade Autónoma de Lisboa. No AutoGear escreve sobre mercado, novidades e mobilidade elétrica.