Carregar carro elétrico custa 7,81 euros em casa e 14,36 na rua
Imagem ilustrativa. Fotografia: Pexels, Reinhard Bruckner, https://www.pexels.com/photo/public-charger-for-electric-vehicles-4678065/ (Licença Pexels, uso livre com crédito)
Carregar carro elétrico em casa custa cerca de 0,22 euros por kWh, ou 7,81 euros por uma bateria de 35,5 kWh, segundo as contas da Galp. Na rede pública, o mesmo carregamento sobe para 14,36 euros, por causa da tarifa do operador e dos impostos.
O essencial
- Carregar em casa a 0,22 euros por kWh custa 7,81 euros por cada 35,5 kWh, ou 2,60 euros aos 100 km, segundo a Galp.
- O mesmo carregamento num posto público sobe para 14,36 euros, com 4,05 euros para o operador e cerca de 2,50 euros de impostos e IEC.
- A tarifa de gestão da MOBI.E desceu 30,8% em 2026, para 0,1088 euros por carregamento.
Carregar carro elétrico em casa
Em casa não é preciso contrato à parte nem tarifa especial. Segundo a ERSE, o carregamento feito numa instalação elétrica privada, com tomada ou com posto próprio, passa a ser mais um consumo da habitação e é faturado pelo comercializador de eletricidade da casa.
A Galp fez as contas com a eletricidade a 0,22 euros por kWh. Encher uma bateria de 35,5 kWh fica em 7,81 euros, o que dá 2,60 euros por cada 100 km. Nas mesmas contas, um carro a gasolina que gaste 7 l/100 km, com o litro a 2 euros, leva 14 euros para percorrer os mesmos 100 km.
A diferença entre a tomada e a wallbox está no tempo. A EDP Comercial compara os 2,3 kW de uma tomada convencional com os 22 kW de um carregador trifásico, e indica que o Premium Charger repõe o equivalente a 100 km entre 40 minutos e quatro horas, consoante o veículo. Os preços de referência vão dos 449 euros da solução Plug-in aos 1649 euros do Premium Charger, com instalação e garantia de três anos incluídas.
O que se paga na rede pública
Na rua, a fatura tem três partes. A MOBI.E explica que se paga a componente de energia, que junta o preço do comercializador de mobilidade elétrica, as tarifas de acesso às redes e o Imposto Especial de Consumo (IEC) de 0,001 euros por kWh no continente. A essa soma acresce a componente do operador do posto e ainda o IVA, de 23% no continente, 22% na Madeira e 16% nos Açores.
Os preços de energia dos comercializadores andam perto uns dos outros. A miio cobra 0,24 euros por kWh fixos em Portugal continental, valor a que acrescem IVA, tarifas de acesso e IEC. O cartão EDP Charge tem um preço de referência de 0,2629 euros por kWh, ao qual acrescem a tarifa do operador e os impostos, com 20% de desconto nos carregamentos públicos para clientes de energia da EDP, desconto que não abrange a parte do operador. Por cá, o AutoGear já foi à rua comparar o custo de carregar na rede da Prio com o preço dos combustíveis.
Normal, rápido ou ultrarrápido
A MOBI.E separa os postos por potência: normal abaixo de 7,4 kW, semirrápido entre 7,4 kW e 22 kW, rápido entre 22 kW e 150 kW e ultrarrápido a partir de 150 kW. Quanto mais depressa se carrega, mais caro sai o kWh.
A EDP dá um exemplo com valores ilustrativos. Um carregamento de 17 kWh, o equivalente a 100 km de autonomia, num posto normal até 22 kW fica em 7,48 euros: 3,46 euros de energia, 2,29 euros para o operador e 1,73 euros de impostos. O mesmo carregamento num posto rápido de 50 kW sobe para 8,50 euros, com 3,12 euros para o operador e 1,92 euros de impostos. São contas que pesam sobretudo em quem compra barato, como o elétrico com 250 km de autonomia por menos de 18 mil euros que o AutoGear apresentou.
O que mudou em 2026
A tarifa de gestão da rede, que a MOBI.E cobra por cada carregamento aos comercializadores e aos operadores de pontos de carregamento, desceu 30,8% este ano, para 0,1088 euros, contra 0,1572 euros em 2025. Para os detentores de pontos de carregamento, a descida é de 30,2%, para 0,0113 euros por dia, ou 4,12 euros por ano.
Na fatura de quem carrega, o efeito é pequeno: estas tarifas valem entre 3% e 4% do preço final pago pelos utilizadores, segundo a MOBI.E. O regime transitório do novo enquadramento legal da mobilidade elétrica vigora até 31 de dezembro de 2026.
Leia também
- Prio – Quanto custa carregar um automóvel elétrico?
- É eléctrico, tem 250 km de autonomia e custa menos de 18 mil euros… Que carro é?
Perguntas e respostas
Quanto custa carregar um carro elétrico em Portugal?
Em casa, a 0,22 euros por kWh, encher uma bateria de 35,5 kWh custa 7,81 euros, o equivalente a 2,60 euros aos 100 km, segundo a Galp. Na rede pública, o mesmo carregamento sobe para 14,36 euros, porque se juntam 4,05 euros de tarifa do operador e cerca de 2,50 euros de impostos e IEC.
O que se paga além da energia num posto público?
Segundo a MOBI.E, paga-se a componente do operador do posto, o Imposto Especial de Consumo de 0,001 euros por kWh no continente e o IVA, que é de 23% no continente, 22% na Madeira e 16% nos Açores. Há ainda a tarifa de gestão da rede, que em 2026 é de 0,1088 euros por carregamento.
Compensa instalar uma wallbox em casa?
A diferença está na velocidade: a EDP Comercial compara os 2,3 kW de uma tomada convencional com os 22 kW de um carregador trifásico. Os equipamentos da EDP têm preços de referência de 449 euros na solução Plug-in e 1649 euros no Premium Charger, com instalação e garantia de três anos incluídas.
Fotografia: Pexels, Magda Ehlers, https://www.pexels.com/photo/charging-station-for-electric-cars-15158968/ (Licença Pexels, uso livre com crédito)
"À procura do próximo carro? Espreita as oportunidades disponíveis na Carmine.pt"
Ficha técnica
- Custo em casa por kWh
- 0,22 euros
- Custo carregamento completo em casa
- 7,81 euros (35,5 kWh)
- Consumo em casa
- 2,60 euros aos 100 km
- Custo carregamento público
- 14,36 euros
- Tarifa MOBI.E 2026
- 0,1088 euros por carregamento
- Wallbox Plug-in
- 449 euros (instalação incluída)
- Wallbox Premium Charger
- 1649 euros (instalação incluída)
- Potência tomada convencional
- 2,3 kW
- Potência carregador trifásico
- 22 kW
AutoGear · 3110 artigos
Assinatura colectiva da redação do AutoGear. Assina os textos dos colaboradores da casa, Pedro Albuquerque, Diogo Mota e Vasco Santos, e o acompanhamento diário do desporto motorizado e do mercado automóvel, produzido com apoio de ferramentas automáticas.
A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.