Charles Leclerc destacou a complexidade das novas viaturas da Fórmula 1, sublinhando que os pilotos não conseguem compreender totalmente as “implicações” das suas dificuldades e como corrigi-las. O piloto monegasco começou a temporada de forma sólida, com pódios na Austrália e no Japão, mas encontrou grandes dificuldades quando a competição recomeçou, considerando o Grande Prémio do Canadá como um dos piores da sua carreira, devido aos problemas com os travões. Contudo, Leclerc conseguiu uma recuperação significativa ao conquistar a sua primeira vitória desde 2024 no Grande Prémio da Grã-Bretanha, em Silverstone, seguindo-se um segundo lugar na Bélgica.
Leclerc explicou o desafio que os pilotos enfrentam para compreender a performance nas novas viaturas, que exigem um estilo de condução diferente em comparação com os antigos carros de efeito de solo. O piloto referiu que a situação não é tão “preto e branco” como pode parecer e que descobrir a verdade quando se enfrenta dificuldades é uma tarefa complicada. “Acho que depende da unidade de potência e da forma como tudo está montado, e é por isso que é tão difícil com estes carros”, afirmou Leclerc aos meios de comunicação, incluindo a RacingNews365.
Ele acrescentou que existem muitas variáveis em jogo, ao contrário do passado, onde os pilotos podiam analisar os dados e identificar claramente onde estavam a perder tempo e o que precisavam de alterar na sua forma de conduzir. “Se estás a mudar a tua condução, mas a programação está a ir na direção oposta, acabas por estar muito pior do que estavas inicialmente, por isso há muitas variáveis a considerar”, explicou.
Leclerc também partilhou a sua experiência pessoal, mencionando que, após um início de temporada confortável e forte, enfrentou dificuldades em Montreal e Mónaco, mas conseguiu recuperar após realizar várias alterações. “Não acho que seja tão simples com estes carros. Há muitas variáveis diferentes, e entender a implicação total quando estás um pouco abaixo do esperado é mais difícil do que parece”, concluiu. O piloto fez ainda uma observação sobre a agressividade na condução, afirmando que não acredita que essa abordagem funcione com o carro da sua equipa, embora possa ser eficaz com outros modelos.
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