A Williams, que prometeu uma época de confirmação em 2026, viu-se confrontada com uma dura realidade que expôs fragilidades na sua estrutura. Após uma temporada de 2025 em que terminou em quinto lugar com 137 pontos e dois pódios, a equipa britânica esperava dar um salto qualitativo com os novos regulamentos, mas o resultado tem sido bem aquém das expectativas.
A equipa foi a única a não participar no teste privado em Barcelona, entre 26 e 30 de janeiro, devido a atrasos no desenvolvimento do FW48. Para compensar, a Williams optou por um “Virtual Track Test” na sua fábrica em Grove, onde testou componentes essenciais. O primeiro contacto com a pista ocorreu apenas a 4 de fevereiro, num shakedown em Silverstone, onde Alex Albon e Carlos Sainz apresentaram uma pintura especial escolhida pelos fãs. James Vowles, diretor de equipa, mencionou dados positivos recolhidos indiretamente de outras equipas, como a Mercedes, durante os testes que a Williams perdeu.
No entanto, apesar de uma boa recuperação nos testes oficiais em Sakhir, onde a equipa completou 790 voltas, o desempenho na corrida de abertura na Austrália foi desapontante, com Albon em 12º e Sainz em 15º. A equipa começou a pontuar na China, mas voltou a ficar sem pontos no Japão. O GP de Miami trouxe um leve alívio, com Sainz 9º e Albon 10º, mas a situação deteriorou-se novamente em Barcelona, levando a Williams a cinco corridas consecutivas sem pontuar. James Vowles expressou a frustração da equipa, afirmando: “Não estamos ao nível de lutar pelo campeonato. A magnitude do nosso retrocesso surpreendeu-me.”
Os pilotos, Carlos Sainz e Alex Albon, têm demonstrado uma insatisfação crescente. Sainz, que chegou à Williams com grandes expectativas, soma apenas seis pontos até ao momento, o que contrasta com os 13 que tinha na mesma altura do ano anterior. O descontentamento do espanhol é evidente, e rumores sobre uma possível mudança para a Audi têm circulado. Albon, por sua vez, também enfrenta uma temporada difícil, com um desempenho que o leva a ser menos vocal, mas que agora se mostra mais crítico em relação à equipa.
A Williams aparenta estar a viver mais um ano de transição, enquanto tenta ajustar a sua estrutura e melhorar o desempenho do FW48. Com os pilotos a manterem-se motivados, a equipa terá de encontrar soluções rápidas para evitar um retrocesso ainda maior na classificação e assegurar que o potencial dos seus pilotos não seja desperdiçado.
Não perca um segundo da Fórmula 1, Nascar, IndyCar e muito mais na aplicação mais completa do Mundo, basta carregar – AQUI (GRATUITO)

