Uma pick-up de 436 CV e 90 km elétricos? A BYD pode estar prestes a abalar o mercado português

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A BYD continua a expandir a sua ofensiva global e prepara-se para entrar num segmento onde, até agora, nunca tinha marcado presença: o das pick-ups. Chama-se Shark e poderá muito bem tornar-se uma das grandes surpresas do mercado europeu nos próximos anos, incluindo Portugal.

Com uma imagem robusta, dimensões gigantescas e uma mecânica híbrida plug-in de 436 cv, a nova pick-up chinesa pretende conquistar tanto clientes particulares como profissionais, numa altura em que a eletrificação começa também a chegar a este tipo de veículos.

Visualmente, o BYD Shark afasta-se completamente da restante gama da marca. Esqueça as linhas suaves do Dolphin ou do Seal: aqui encontramos uma autêntica pick-up de inspiração norte-americana, com uma frente musculada, guarda-lamas pronunciados e um desenho que faz lembrar modelos como a Ford Ranger.

No interior, o ambiente também é mais robusto, embora sem abdicar da tecnologia. O habitáculo integra o já conhecido ecrã rotativo de 15,6 polegadas, um painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e promete níveis de conforto mais próximos de um SUV familiar do que de um veículo de trabalho tradicional.

Mas é nas dimensões que o Shark impressiona. Com cerca de 5,5 metros de comprimento, posiciona-se acima da Ford Ranger e aproxima-se de alguns dos maiores automóveis vendidos na Europa. Para os padrões portugueses, estamos perante uma pick-up verdadeiramente imponente.

Apesar do tamanho, a componente prática não foi esquecida. A caixa de carga oferece 1.200 litros de capacidade, suporta até 790 kg de carga útil e permite rebocar até 2,5 toneladas, números que deverão satisfazer muitos utilizadores profissionais.

A grande novidade surge, contudo, debaixo do capot. O BYD Shark recorre a uma motorização híbrida plug-in composta por um motor 1.5 turbo a gasolina e dois motores elétricos, um em cada eixo, garantindo tração integral. O resultado são uns impressionantes 436 CV e 650 Nm de binário, suficientes para acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 5,7 segundos, números mais próximos de um desportivo do que de uma pick-up. A bateria LFP de 32,2 kWh permite ainda percorrer até 90 quilómetros em modo totalmente elétrico, um valor particularmente interessante para utilização diária em contexto urbano ou profissional.

Em matéria de carregamento, o Shark admite potências até 11 kW em corrente alternada e até 55 kW em carregamento rápido, permitindo recuperar de 30% a 80% da bateria em pouco mais de 20 minutos. Embora a BYD ainda não tenha confirmado oficialmente a chegada do Shark à Europa, o facto de a marca ter registado patentes no continente e de esta motorização híbrida plug-in responder às exigências de emissões europeias faz com que a sua comercialização seja cada vez mais provável.

Se chegar a Portugal, o BYD Shark poderá tornar-se uma alternativa inédita num segmento dominado por modelos como a Ford Ranger, Toyota Hilux ou Volkswagen Amarok, trazendo consigo algo que os rivais ainda não oferecem: uma combinação entre elevadas prestações, autonomia elétrica significativa e custos de utilização potencialmente mais reduzidos.

Uma coisa é certa: se esta pick-up desembarcar no mercado nacional, dificilmente passará despercebida. Afinal, não é todos os dias que surge uma pick-up de 436 CV capaz de circular quase 100 quilómetros sem gastar uma gota de combustível.

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