A Audi revelou a terceira geração do Q7, um dos modelos mais importantes da sua gama SUV, que regressa com uma imagem mais robusta, mais tecnologia e uma forte aposta no conforto e na digitalização. Posicionado abaixo do novo Q9, o SUV de sete lugares apresenta-se agora com um visual mais musculado e sofisticado, sem abdicar da elegância que sempre o caracterizou.

À primeira vista, destacam-se a dianteira mais elevada, os guarda-lamas mais pronunciados e uma grelha Singleframe de maiores dimensões com novo padrão em malha, elementos que reforçam a sua presença em estrada. Apesar do design mais imponente, a distância entre eixos mantém-se nos três metros, garantindo as proporções equilibradas que sempre definiram o modelo.
Os novos grupos óticos seguem a linguagem já vista no Q6 e-tron, com uma assinatura luminosa dividida em dois níveis. Mas é na tecnologia de iluminação que o novo Q7 mais impressiona. Os faróis inteligentes conseguem projetar avisos diretamente no asfalto, alertando para situações como gelo na estrada, enquanto os indicadores de mudança de direção passam a ser projetados no chão para aumentar a visibilidade junto dos restantes utilizadores da via.

A inovação estende-se também à segurança. Quando uma porta está prestes a ser aberta, o sistema pode projetar um aviso luminoso para alertar quem se aproxima. Já na traseira, as luzes conseguem comunicar potenciais perigos aos veículos que seguem atrás, incluindo acidentes, avarias ou até a necessidade de aumentar a distância de segurança em situações de trânsito intenso.

No habitáculo, as semelhanças com o novo Q9 são evidentes. O destaque vai para o grande painel curvo OLED que integra instrumentação digital e sistema de infotainment, complementado por um ecrã dedicado ao passageiro dianteiro. O ambiente é ainda valorizado por um novo teto panorâmico inteligente, capaz de alternar entre transparente e opaco em diferentes zonas do vidro.
Dependendo dos mercados, o Q7 estará disponível com duas ou três filas de bancos. Pela primeira vez, os clientes poderão optar por dois bancos individuais na segunda fila em substituição do tradicional banco corrido, uma solução que privilegia o conforto dos passageiros. A capacidade de carga continua a ser um dos seus trunfos, variando entre 722 litros e quase 2.000 litros, consoante a configuração dos bancos.

No lançamento europeu, a oferta mecânica será composta por um motor V6 3.0 turbodiesel disponível com 245 ou 299 cv. Ambas as versões contam com tecnologia mild hybrid de 48 volts, que acrescenta 24 cv de assistência elétrica e contribui para melhorar a eficiência e a resposta do conjunto.
Noutros mercados haverá também versões a gasolina, além do desportivo SQ7, equipado com um motor V8 4.0 biturbo que passa a debitar 600 cv, mais 93 cv do que anteriormente.

Ao nível dinâmico, o novo Q7 surge equipado com suspensão pneumática adaptativa, direção às quatro rodas, tração integral permanente quattro e amortecimento eletronicamente controlado. A suspensão é capaz de antecipar irregularidades do piso através dos dados de navegação e ajustar-se automaticamente para garantir maior conforto. Também pode baixar a altura da carroçaria para facilitar o acesso ao habitáculo.
A tecnologia de assistência à condução dá igualmente um salto significativo. O SUV consegue memorizar até cinco manobras de estacionamento com percursos até 200 metros, realizar manobras em marcha-atrás de forma autónoma durante cerca de 50 metros e, em situações de emergência, encostar automaticamente à berma e contactar os serviços de socorro caso o condutor deixe de responder.
As encomendas do novo Audi Q7 arrancam já em julho, marcando o início de uma nova etapa para um dos SUV de luxo mais bem-sucedidos da marca dos quatro anéis.
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