Nico Rosberg aponta erro da Williams que prejudicou a equipa toda a época
O essencial
- A Williams ocupa a nona posição no campeonato com apenas 11 pontos em 14 corridas na temporada de 2026.
- O FW48 chegou ao primeiro teste oficial em Bahrein com excesso de peso, problema central segundo Nico Rosberg.
- Rosberg afirma que 10 kg de peso extra representam três décimos de segundo por volta na Fórmula 1.
- A grande atualização do carro está prevista para o Grande Prémio do Azerbaijão.
A Williams continua a enfrentar dificuldades na temporada de Fórmula 1 de 2026, um problema que, segundo Nico Rosberg, remonta ao início do desenvolvimento do carro. A equipa, que já se destacara em anos anteriores, ocupa atualmente a nona posição no campeonato, com apenas 11 pontos acumulados em 14 corridas, fruto do trabalho de Alex Albon e Carlos Sainz.
Desde o início da temporada, a Williams centrou-se na redução do peso do FW48, que chegou ao primeiro teste oficial em Bahrein com excesso de peso. Embora tenham sido introduzidas algumas peças de desempenho menores, a grande atualização está prevista para o Grande Prémio do Azerbaijão. O diretor da equipa, James Vowles, admitiu que essas atualizações não colocarão a Williams na posição desejada, reconhecendo que a realidade atual é difícil: “Não nos vai colocar nem ao mínimo que gostaria, que é marcar pontos em um fim de semana.”
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Rosberg, que fez a sua estreia na F1 com a Williams em 2006, defende que a equipa foi excessivamente ambiciosa no desenvolvimento do novo carro e acabou por cometer erros significativos. “Williams apenas estragou o inverno,” afirmou o campeão de 2016 na Sky Sports. A sua análise revela que a Williams tentou inovações que acabaram por não funcionar como esperado, resultando em um carro demasiado pesado. “Lembre-se que 10 kg de peso extra neste desporto representam três décimos de segundo por volta, por isso, é uma perda de tempo de volta enorme,” acrescentou.
O impacto deste erro foi evidente ao longo da temporada, forçando a equipa a batalhar para recuperar o terreno perdido. Rosberg enfatizou que, apesar de terem um dos melhores motores da grelha, fabricado pela Mercedes, a aerodinâmica do carro também não está nas melhores condições, dificultando ainda mais a recuperação. “Infelizmente, porque estavam numa posição muito boa nos últimos anos, pensámos que estavam a caminho de voltar ao top 6 ou 8 de forma permanente, e agora caíram bastante, o que é um choque,” concluiu.
James Vowles enfrenta um desafio significativo ao tentar reverter a situação da equipa e trazer a Williams de volta a uma trajetória positiva, um esforço que não será fácil. A próxima corrida no calendário, o Grande Prémio do Azerbaijão, poderá ser um momento crucial para ver se as atualizações prometidas conseguem, de facto, alterar o curso da temporada da Williams.
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A revisão do desporto motorizado é assinada por Diogo Soure, jornalista com longo percurso em televisão e passagem pela SIC, onde foi um dos responsáveis pelo programa Volante. A responsabilidade editorial das restantes áreas é de Ricardo Marques Carvalho, jornalista de automóveis e membro português do júri do International Truck of the Year.