A McLaren está a celebrar um marco histórico no Grande Prémio de Mónaco deste fim-de-semana: assinala o que classifica como a sua 1000.ª prova em Fórmula 1. Para assinalar a ocasião, a equipa britânica apresentou uma decoração especial no seu monolugar, inspirada na emblemática cor papaya metálica, que presta homenagem à rica história da marca, das suas primeiras corridas às vitórias e títulos de campeonatos, incluindo uma referência ao tão cobiçado Triple Crown.
Este tributo visual foi complementado por um vídeo onde se destacam as icónicas decorações da McLaren ao longo das décadas, desde a clássica ligação à Marlboro em vermelho e branco, até à prateada e cromada decoração dos anos de glória de Lewis Hamilton. O vídeo culmina com a nova imagem apresentada em Mónaco, reforçando o legado e a evolução da equipa.
No entanto, apesar da festa em torno do número 1000, a contagem oficial das participações da McLaren na Fórmula 1 revela que este não é, tecnicamente, o seu milésimo Grande Prémio. Segundo dados estatísticos, até 2026 a equipa apenas recebeu a bandeira verde para quatro corridas — Austrália, Japão, Miami e Canadá. Isto significa que, contando todas as provas em que os seus pilotos efetivamente alinharam na grelha de partida, o Grande Prémio de Mónaco corresponde à 999.ª participação da McLaren.
A razão para esta discrepância prende-se com a inclusão do Grande Prémio da China na contagem da equipa, apesar de nem Lando Norris nem Oscar Piastri terem iniciado a prova em Xangai. Piastri foi retirado da grelha devido a problemas na unidade de potência e, posteriormente, Norris também não pôde arrancar, por motivos técnicos distintos relacionados com o motor do seu monolugar.
Face a estas informações, os fãs e especialistas da Fórmula 1 questionaram a McLaren sobre a decisão de considerar o Grande Prémio de Mónaco como a sua milésima corrida, dado que a participação chinesa não se traduziu numa verdadeira partida. Até ao momento, a equipa não emitiu um esclarecimento oficial sobre esta contagem.
Este episódio levanta uma curiosa discussão sobre o que realmente conta como participação numa corrida de Fórmula 1: o facto de a equipa ter inscrito carros e pilotos para uma prova ou o momento em que estes efetivamente cruzam a linha de partida. Para a McLaren, o marco dos 1000 Grandes Prémios é um momento de celebração e reconhecimento da sua história, mas para os estatísticos e puristas da modalidade, o número ainda está por confirmar.
O que é certo é que, independentemente do número exato, a McLaren continua a ser uma das equipas mais emblemáticas e influentes na história da Fórmula 1, com uma herança que se estende por mais de seis décadas e que continua a inspirar gerações de adeptos e pilotos. O Grande Prémio de Mónaco 2024 fica assim marcado não só pelas curvas desafiantes e glamour, mas também por esta curiosa celebração que mantém a tradição viva no desporto automóvel.
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