Kimi Antonelli mantém aberta porta da Ferrari após sucesso na Mercedes

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Kimi Antonelli mantém a porta aberta a um futuro na Ferrari, mas para já está totalmente focado em conquistar títulos ao volante da Mercedes. O jovem piloto italiano, que aos 19 anos se tornou o mais jovem líder do Mundial de Pilotos na história da Fórmula 1, lidera o campeonato com uma vantagem confortável de 43 pontos sobre o seu colega de equipa, George Russell, enquanto Charles Leclerc, da Ferrari, se encontra a 56 pontos do topo.

No passado fim de semana, Antonelli foi distinguido com o prestigiado Troféu Lorenzo Bandini, um reconhecimento atribuído a indivíduos ou equipas que se destacam na Fórmula 1. Durante a cerimónia, realizada em Brisighella, o piloto chegou ao evento ao volante do Mercedes-AMG GT3 do seu pai, Marco Antonelli, e dirigiu-se ao público com palavras que refletem o seu compromisso actual e as suas possíveis ambições futuras.

“Ferrari é uma equipa enorme, com um apoio incrível e que ficará para sempre na história”, afirmou Antonelli. “Mas eu sou piloto da Mercedes e o meu objetivo é vencer com a Mercedes. Eles deram-me uma oportunidade fantástica desde muito jovem, apoiaram-me ao longo de toda a minha carreira e sinto o dever de dar o meu melhor por esta equipa. Depois, logo se verá.”

O contrato de Antonelli com a Mercedes termina no final desta temporada, embora tenha já assinado uma extensão de um ano para 2026. Apesar disso, não se espera que o italiano abandone a equipa no próximo ano, uma vez que Toto Wolff, diretor da equipa de Brackley, considera-o o futuro da marca alemã no Mundial de Fórmula 1.

O interesse da Ferrari em Antonelli é notório, não só pelo seu talento, mas pelo simbolismo de um piloto italiano a representar a mítica Scuderia. O último italiano a correr pela Ferrari foi Giancarlo Fisichella, que em 2009 participou em cinco Grandes Prémios, substituindo Luca Badoer no lugar do lesionado Felipe Massa. Contudo, apesar do entusiasmo gerado pelas vitórias consecutivas de Antonelli, o antigo presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, confessou que lhe entristece ver o jovem piloto a brilhar com outra equipa.

“Venci-me a sua vitória”, disse Montezemolo ao Corriere della Sera em março. “É um rapaz de 19 anos que está sempre a melhorar. Teve algumas dificuldades nas partidas, mas não perdeu a coragem. Foi para a frente e liderou com confiança, arriscando apenas no final. Mostrou uma maturidade e uma calma que não são típicas de um italiano, muito menos de alguém da sua idade. Tem os pés bem assentes na terra e espero que continue assim, pois tem todas as qualidades para isso. Mas incomoda-me vê-lo na Mercedes.”

O antigo dirigente reconhece, no entanto, que colocar Antonelli imediatamente na Ferrari teria sido uma pressão enorme: “Seria uma pressão gigantesca que o poderia destruir.”

Às portas do Grande Prémio de Mónaco, onde procura a quinta vitória consecutiva, Antonelli reconhece que a Ferrari poderá ser a principal adversária na prova monegasca. “Acredito que a Ferrari será a equipa a bater em Mónaco”, afirmou o líder do campeonato à Sky Sports. “Vai ser muito interessante ver como nos comportamos lá, mas a Ferrari é claramente a favorita, especialmente com a asa traseira que lhes oferece muito downforce a baixa velocidade. Vai ser uma corrida interessante, mas vou dar o meu melhor para me colocar na melhor posição possível e conseguir o melhor resultado.”

A Mercedes não vence em Mónaco desde 2019, quando Lewis Hamilton conquistou a vitória, e o actual campeão em título da prova é Lando Norris, da McLaren, que no ano passado transformou a pole position em triunfo no circuito urbano.

Com o Mundial a decorrer a todo o ritmo, a temporada está longe de perder emoção, e a batalha entre Antonelli, a Mercedes e a Ferrari promete ser um dos grandes focos de interesse até ao final do ano.

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