Lewis Hamilton revelou que a decisão de ignorar as sugestões do simulador da Ferrari tem sido determinante para a melhoria do seu desempenho nas corridas. O piloto britânico, sete vezes campeão do mundo, destacou que a sua aposta em preparar os fins de semana de prova à sua maneira, sem depender da simulação da equipa italiana, tem-lhe trazido resultados muito positivos.
No Grande Prémio de Miami, Hamilton terminou apenas na sexta posição, uma prestação que atribuiu em parte à preparação feita com o simulador da Ferrari, que considerou não corresponder à realidade do comportamento do carro na pista. O piloto referiu que o simulador apresentava uma forte discrepância em relação ao desempenho real do monolugar, lembrando a sua melhor corrida da época até então, no Grande Prémio da China, onde não utilizou o simulador e alcançou um resultado bastante superior.
Após essa experiência, Hamilton decidiu abandonar completamente o uso do simulador antes do Grande Prémio do Canadá, onde foi recompensado com um segundo lugar e um regresso ao pódio. Desde então, o piloto da Ferrari quebrou o jejum de vitórias e conquistou a primeira vitória da temporada ao volante do monolugar vermelho, reforçando a sua convicção de que a sua abordagem é a mais acertada.
Questionado pela Motorsport sobre se continuava a evitar o simulador após o Canadá, Hamilton respondeu de forma breve e assertiva: “Não”, confirmando a persistência da sua decisão. Sobre o impacto desta escolha no seu rendimento recente, admitiu sorrindo: “Massivamente… Tentei usar o simulador durante o ano passado, mas, como disse, nos primeiros anos na Mercedes não o usava. À medida que foi evoluindo, houve um ponto em que deixámos de o usar.”
O britânico explicou ainda que, apesar de os simuladores serem ferramentas poderosas e úteis, podem também induzir em erro. “Percebi que no ano passado isso aconteceu particularmente, e em anos anteriores na Mercedes foi muito semelhante, por isso é que deixei de os usar. Desde que parei, o meu desempenho melhorou muito, muito mais.”
Este testemunho de Hamilton reforça a sua postura independente e a confiança no seu instinto, numa altura em que a Ferrari procura consolidar-se como principal adversária da Mercedes na luta pelos títulos. O próximo desafio será o Grande Prémio da Bélgica, onde o desempenho do campeão poderá confirmar se esta estratégia continua a ser a chave para o seu sucesso.
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