Como sabem alguns semáforos que há veículos à espera?
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Alguns semáforos usam laços indutivos sob o pavimento para detetar veículos e ajustar os tempos em função do trânsito. A tecnologia ajuda a perceber como um sinal responde à chegada de um automóvel, mas não explica o funcionamento de todos os cruzamentos.
O essencial
- A FHWA descreve laços de fio instalados no pavimento que permitem detetar a presença de veículos.
- Nos sistemas acionados pelo trânsito, o controlador utiliza os dados dos sensores para gerir a passagem.
- A deteção de um veículo não significa que o semáforo fique imediatamente verde.
A resposta pode estar debaixo dos pneus, longe das luzes do semáforo. Nos sistemas descritos pela Federal Highway Administration (FHWA), a entidade rodoviária federal norte-americana, um circuito instalado no pavimento permite detetar a presença de veículos. Essa informação segue depois para o equipamento que controla os sinais.
O AutoGear consultou o manual técnico da FHWA para confirmar como funciona esta deteção. O documento descreve laços de fio isolado colocados em cortes pouco profundos no pavimento, ligados por cabo a uma unidade eletrónica. É uma solução instalada no próprio piso, mesmo quando o condutor não vê qualquer sensor junto às luzes.
O que fazem os laços indutivos

Segundo a FHWA, quando um veículo passa ou fica parado sobre o laço, altera uma propriedade elétrica do circuito, a indutância. A eletrónica reconhece essa alteração e envia uma indicação ao controlador, que recebe assim informação sobre a passagem ou a presença do veículo. O princípio permite detetar um automóvel sem depender de uma imagem captada por uma câmara.
Mas detetar um veículo e decidir quando lhe dar passagem são tarefas diferentes. No capítulo dedicado às aplicações, a FHWA explica que os sensores fornecem dados ao controlador local. A utilização desses dados depende da estratégia escolhida para gerir o trânsito naquele cruzamento.
Porque não fica logo verde

Um automóvel detetado não recebe necessariamente passagem imediata. O manual de temporização da FHWA descreve parâmetros como a duração mínima do verde, o limite perante pedidos de outros movimentos e os intervalos destinados aos peões. A presença de veículos é uma parte da decisão, não a única condição.
Numa configuração descrita nesse manual, novas deteções podem prolongar o verde, dentro dos limites programados. Se surgir um intervalo suficiente entre veículos, o controlador pode terminar essa fase antes de atingir o máximo previsto. Assim, alguns sistemas ajustam a passagem ao trânsito e limitam o verde de uma fila contínua quando há pedidos de passagem de outros movimentos incompatíveis.
Nem todos respondem à chegada

O AutoGear confirmou também na documentação da FHWA a distinção entre controlo com tempos previamente definidos e controlo acionado por deteção. No segundo caso, os sensores permitem responder à procura observada, enquanto no primeiro a sequência segue os tempos previstos no plano utilizado. A diferença está na forma como o controlador recebe informação para gerir as fases, não na presença de um sensor visível junto ao semáforo.
Esta explicação descreve tecnologias e configurações documentadas nos Estados Unidos, não um levantamento dos semáforos portugueses. Para saber se um cruzamento concreto em Portugal deteta veículos, e como usa essa informação, é preciso confirmar o equipamento e a programação com a entidade responsável.
Perguntas e respostas
Como alguns semáforos detetam veículos à espera?
Uma das soluções usa laços indutivos instalados no pavimento. Segundo a FHWA, o veículo altera a indutância do circuito e a eletrónica comunica a sua presença ao controlador.
O semáforo fica verde assim que deteta um automóvel?
Não necessariamente. O controlador também tem de respeitar a programação das fases e os intervalos previstos para outros movimentos e para os peões.
Todos os semáforos portugueses funcionam assim?
As fontes consultadas não permitem afirmar isso. O funcionamento de um cruzamento português exige confirmação junto da entidade que o gere.
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AutoGear · 13 artigos
É o que se chama uma verdadeira Kill Machine. Ainda está indeciso se gosta mais de motos ou de automóveis: um verdadeiro híbrido. Nada lhe mete medo. O tempo livre gosta de o passar a queimar quilómetros, seja em motos ou em automóveis.
Colaborador do AutoGear. Faz parte da equipa da Rose & Lemon Productions, que produz o AutoGear, o Motociclismo e o M Sports.