Dale Earnhardt, conhecido como “The Intimidator”, deixou uma marca indelével na carreira de Jeff Gordon, e a revelação de Gordon sobre a rivalidade entre ambos revela um lado pouco conhecido dessa história. Durante uma entrevista no programa Bussin With The Boys, Gordon expressou um dos seus maiores arrependimentos: nunca ter tido a oportunidade de perguntar a Earnhardt quão genuína era a sua provocação.
Gordon, que na altura tinha apenas 23 anos, recorda a rivalidade intensa que se desenrolou em 1995, quando conquistou o campeonato e, em resposta à provocação de Earnhardt, levantou um copo de leite durante a celebração. O gesto foi aplaudido pelo público, mas Gordon confessa que a provocação o afetava. “Uma das minhas dúvidas era quantas daquelas provocações eram reais”, afirmou, questionando-se sobre a autenticidade das palavras de Earnhardt.
O que muitos não sabiam era que, enquanto Earnhardt chamava Gordon de “Wonder Boy” nas câmaras, os dois eram também parceiros de negócios. Eles eram co-investidores na Action Performance, uma empresa que detinha os direitos exclusivos para a produção de carros em miniatura e merchandise da NASCAR. Cada compra de merchandise dos seus respetivos números, 3 e 24, beneficiava ambos financeiramente, mostrando que a rivalidade, embora intensa na pista, também era vantajosa fora dela.
Gordon reconhece que Earnhardt tinha uma visão perspicaz sobre como usar a rivalidade para atrair novos fãs para a NASCAR. Ele compreendeu que a popularidade de Gordon tinha o potencial de expandir o público do desporto, trazendo jovens e novos adeptos que nunca antes tinham assistido a uma corrida. Para Earnhardt, cada provocação era calculada para gerar um maior envolvimento da audiência e, consequentemente, aumentar as vendas de merchandise.
Infelizmente, Gordon nunca teve a oportunidade de esclarecer essas questões com Earnhardt, que faleceu em fevereiro de 2001 durante uma corrida em Daytona. Esta falta de resolução sobre a natureza da rivalidade continua a pesar sobre Gordon, que ainda busca respostas sobre o que era competição e o que era genuíno. A interacção entre os dois, tanto na pista como fora dela, continua a ser um dos capítulos mais fascinantes da história da NASCAR.
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