GP do Bahrein disputado na Malásia devido a tensões no médio oriente

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A Fórmula 1 vai acolher uma corrida única na Malásia, que será designada como o Grande Prémio do Barein, apesar de se realizar a 6000 km do país. Este nome peculiar resulta do apoio financeiro do Barein para cobrir parte dos custos do evento, já que a escalada das tensões no Médio Oriente inviabilizou a realização do Grande Prémio no próprio Barein, previsto inicialmente para 4 de Outubro. A corrida em Sepang surge como uma solução para manter o calendário da F1 sem perdas adicionais.

O Grande Prémio do Barein em Malásia irá ocorrer no circuito de Sepang, que foi palco de corridas de Fórmula 1 entre 1999 e 2017. O retorno à F1 acontece graças ao envolvimento do Barein, que, além de financiar a corrida, fará com que a sua companhia aérea nacional, Gulf Air, seja a patrocinadora principal do evento. O título oficial da corrida será, portanto, o Gulf Air Bahrain Grand Prix in Malaysia.

O CEO da F1, Stefano Domenicali, expressou o seu entusiasmo quanto ao regresso da Malásia ao calendário, afirmando que “mais uma vez, o desporto demonstrou a sua capacidade de adaptação e de encontrar soluções, criando um momento emocionante para todos os que seguem a Fórmula 1”. Domenicali acrescentou que é uma excelente notícia para os fãs, que poderão desfrutar de um calendário completo e emocionante.

Apesar do anúncio, a realização da corrida ainda depende da aprovação do Conselho Mundial de Desportos da FIA, um trâmite que é esperado ser uma formalidade. Quanto ao calendário, a F1 manter-se-á em espera sobre o que acontecerá com as corridas de fim de temporada em Catar e Abu Dhabi, cuja viabilidade dependerá da situação no Médio Oriente. O plano atual é que esses eventos tenham lugar, mantendo o calendário com 23 corridas.

A decisão sobre a realização das duas últimas corridas deverá ser tomada até Setembro, uma vez que as equipas precisam de saber sobre a logística e o planeamento do teto orçamental, enquanto a Pirelli terá de organizar os pneus necessários. Se as corridas no Catar e em Abu Dhabi não se concretizarem, a F1 considera a possibilidade de realizar uma corrida final autónoma, talvez em Dezembro, duas semanas após Las Vegas, sendo Imola uma das opções em consideração, dado que o circuito estaria disponível para acolher um evento de emergência.

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