George Russell critica punição injusta após GP do mónaco

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George Russell viveu um fim de semana para esquecer no Grande Prémio do Mónaco, ao sair da corrida sem qualquer ponto pela segunda prova consecutiva. O piloto britânico da Mercedes, que largou da sexta posição e chegou a ocupar lugares de pódio, viu a sua corrida desmoronar-se após ser penalizado com um drive-through na parte final da prova, caindo para o 13.º lugar.

A origem do desaire esteve numa confusão nas boxes da equipa alemã. Russell foi inicialmente sancionado com cinco segundos por excesso de velocidade na via das boxes, mas a situação agravou-se quando os mecânicos começaram a trabalhar no seu monolugar antes de o tempo do limite regulamentar expirar. Este erro levou à aplicação da penalização mais severa, o que acabou por anular por completo as hipóteses de pontuar.

Toto Wolff, chefe da Mercedes, assegurou que não houve qualquer falha humana na ativação do limitador de velocidade, atribuindo o problema a uma falha no software do carro. Com este resultado, o colega de equipa de Russell, Kimi Räikkönen, aproveitou para ampliar a liderança no Mundial de Pilotos de 43 para 68 pontos, consolidando a sua posição no topo da classificação.

O próprio Russell mostrou-se profundamente frustrado com o desfecho, criticando a severidade da sanção. “A punição não se adequa ao crime, passei de terceiro para zero pontos”, lamentou o britânico em declarações após a corrida. Apesar do revés, manteve a confiança no seu potencial, recordando as vitórias que já alcançou, nomeadamente nos Sprints e em Melbourne. Contudo, admitiu o desgaste mental que tem vindo a acumular: “Dormiria melhor sabendo que a falha no Canadá foi por bater num corretor e que hoje entrei depressa demais. Quando está totalmente fora do teu controlo, é duro”, confessou.

O GP do Mónaco evidenciou, assim, os desafios que Russell enfrenta numa temporada recheada de altos e baixos, onde a fiabilidade e a gestão da equipa continuam a ser um fator decisivo. A Mercedes precisa urgentemente de corrigir estas falhas internas para que o seu piloto possa voltar a lutar pelos lugares cimeiros sem ser prejudicado por erros evitáveis.

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