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Ford F-100 de 1956 transformada em «restomod» de 800 cv exigiu 15 mil horas de trabalho

Publicado a 4 de Novembro de 2026, 10h00  ·  Atualizado a 4 de Novembro de 2026, 11h11  ·  2 min de leitura

O essencial

  • Ford F-100 de 1956 transformada em restomod pela Fat Fender Garage com motor V8 de 800 CV e compressor Whipple.
  • Desenvolvimento do projeto exigiu mais de 15 mil horas de conceção, engenharia e fabrico.
  • Carroçaria integralmente em aço trabalhada à mão, com tejadilho e capô rebaixados e guarda-lamas alargados.

Uma Ford F-100 de 1956 está na origem de um dos projetos mais ambiciosos apresentados na edição deste ano da SEMA. A Fat Fender Garage, empresa de personalização sediada no Arizona, revelou a GT/FX, uma «restomod» que combina a silhueta de uma pickup clássica com uma mecânica de 800 CV e soluções técnicas pensadas para oferecer um comportamento próximo do de um automóvel desportivo.

O desenvolvimento exigiu mais de 15 mil horas de conceção, engenharia e fabrico, num trabalho que foi muito além de uma simples atualização mecânica ou estética.

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V8 de 5,0 litros com compressor e 800 CV

Motor V8 com compressor Whipple

A GT/FX utiliza um motor Coyote V8 de 5,0 litros, da terceira geração da Ford, ao qual foi associado um compressor volumétrico Whipple de 3,0 litros. O resultado anunciado pela Fat Fender Garage é de 800 CV e cerca de 1.017 Nm de binário, valores que são transmitidos às rodas através de uma caixa automática Ford 10R80 de dez velocidades.

O conjunto inclui ainda um escape personalizado de três polegadas, com componentes Borla XR-1 Raceline, ressonadores JMD e válvulas de corte elétricas.

Mas a transformação não se ficou pelo motor. A carroçaria integralmente em aço foi trabalhada à mão: o tejadilho e o capô foram rebaixados, a cabina foi encurtada em cerca de cinco centímetros e os guarda-lamas foram alargados para criar uma postura mais baixa e musculada.

A frente recebeu uma entrada de ar específica e elementos aerodinâmicos integrados no capô. Na traseira, destaca-se um difusor inspirado no Ford Mustang Shelby GT350. A caixa de carga também foi construída à medida, com paredes duplas e uma porta traseira de abertura elétrica. A grelha original é, segundo a empresa, um dos poucos elementos exteriores importantes que escaparam às alterações.

A pintura personalizada, com riscas de competição aplicadas e acabadas à mão, completa o trabalho de carroçaria.

Chassis preparado para acompanhar a potência

Chassis e interiores modernizados

Com 800 CV disponíveis, a estrutura original não seria suficiente para cumprir os objetivos do projeto. A Fat Fender Garage instalou o seu chassis FF1 Performance Coilover, desenvolvido para melhorar o controlo da carroçaria, a precisão em curva e a estabilidade durante a aceleração e a travagem.

As jantes HRE personalizadas, combinadas com pneus Toyo Proxes Sport 2, completam o conjunto.

No habitáculo, a F-100 abandona boa parte da simplicidade da pickup original. O interior foi totalmente personalizado em preto, com bancos individuais feitos à medida, revestimentos em pele e um painel de instrumentos também revestido a couro. A instrumentação moderna e o sistema de áudio atualizado procuram conciliar a aparência clássica com o equipamento de um automóvel contemporâneo.

Ficha técnica

Motor
Coyote V8 5,0 litros com compressor Whipple 3,0 litros
Potencia
800 CV
Binario
Cerca de 1.017 Nm
Transmissao
Caixa automática Ford 10R80 de dez velocidades
Escape
Personalizado de três polegadas com componentes Borla XR-1 Raceline
Rodas
Jantes HRE personalizadas com pneus Toyo Proxes Sport 2
Suspensao
Chassis FF1 Performance Coilover da Fat Fender Garage
Horas de trabalho
Mais de 15 mil horas

Ricardo Carvalho

AutoGear  ·  769 artigos

Jornalista de automóveis desde o ano 2000. Iniciou o seu percurso na Motorpress Lisboa, onde escreveu em revistas como o Guia do AUTOMÓVEL, Auto Magazine e Veículos Comerciais. Escreveu ainda para o semanário Autohoje, onde se especializou em testes e reviews de automóveis.
Mudou-se para a Revista Carros & Motores em 2018, permanecendo até 2025. Em 2026 integrou a redação do Autogear, onde tenta dinamizar o site. É também diretor da "Revista" Comerciais & Pesados, um suplemento trimestral da "Carros & Motores" e o membro português do júri do International Truck of the Year (Camião Internacional do Ano).

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